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Cuspindo em Lutero

Martinho Lutero, o primeiro a promover o movimento conhecido como Reforma Protestante, procurou em todos os pontos de suas 95 Teses de 1517 e em seus escritos e ensinos uma mudança, de maneira CRÍTICA e SEVERA, dentro da Igreja Romana, e vendo que o diálogo não existia, o total desligamento da mesma e de todas as práticas de veneração à santos (traduzindo: idolatria disfarçada), exploração financeira e opulência, indulgências e relíquias, simonias e multiplicação de cargos, e toda e qualquer tentativa de alguém se auto-proclamar "vigário de Deus" e único representante autorizado no interpretar as Escrituras.

E nós? Nós estamos dando marcha à ré!


Idolatria à santos: Ao menos nisso os católicos, nos primórdios, faziam com uma certa coerência na escolha de quem venerar, pois em geral escolhiam pessoas que na Bíblia ou na história da igreja realmente foram pessoas puras e santas em Cristo Jesus (isso, claro, não justifica a veneração deles, pois Salmos 115 proíbe essa prática, bem como outras passagens das Escrituras). Já os protestantes atuais vivem numa paranoia causada por dois fenômenos: os super-televangelistas e os astros do movimento pseudo-gospel. Dos primeiros já falei numa postagem anterior aqui mesmo. Já quanto os astros "go$pel", só basta você dar um pulinho num "Festival Promessas" ou num "Canta Seiláonde" da vida e o que mais veremos é gritos como "fulano, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!" e similares, artistas caçando cachês exorbitantes e nego besta pra pagar esses mesmos cachês com a desculpa que é "para levar a Palavra de Deus", entre outras aberrações. E AI de quem critica viu... eu mesmo tou mais ferrado com essa turma que tenho até medo...

Um cantor já falecido, Keith Green, que fez parte do Jesus Moviment nos EUA, odiava que pessoas em suas apresentações tirassem fotos ou filmassem. Não por modismo de artista que não gosta por pura etiqueta social, mas por temer que pessoas o idolatrassem. Hoje em dia, uma foto autografada e até BONECOS DE PELÚCIA são comercializados por ai igual os tempos de Elvis Presley ou dos Beatles...

Exploração financeira e opulência: "OU DÁ OU DESCE!" Essa frase já seria o suficiente para entender qual é o negócio hoje em dia. Igrejas gigantescas, como o templo de "Salomão" da Universal ou a "Cidade do Centenário" da Assembleia de Deus; Teologia da Prosperidade comendo solta, ensinando soluções de problemas através de miraculosas campanhas de arrecadação, é por esse caminho que o Vaticano corria nos tempos de Lutero.

Indulgências e relíquias: Mais uma vez nisso a ICAR era QUASE melhor do que nossa atual realidade. Nos tempos deles, comprar indulgências e relíquias seria uma forma de pagar o tempo no Purgatório (e isso existe?) rumo ao céu. Johann Tetzel, o vendedor de indulgências nos tempos de Lutero, dizia na cara dura "ao tilintar de suas moedinhas, as almas de seus parentes saem do purgatório rumo ao céu". Noutras palavras, eles vendiam o céu (ou achavam que vendiam). Já nós? Nós voltamos ao feudalismo!

Pra quem faltou essa aula na escola, vai lá: o feudalismo era um sistema que existia predominantemente na Europa na maior parte da Idade Média e Moderna e em outros lugares de certo modo nesse ou em outros períodos. Nele, existiam os suseranos, donos de terras enormes, e os vassalos, que adquiriam com aqueles lotes dessas terras. Exatamente: Nós vendemos a terra. Cada um vai pegar seu lote, basta apenas participar da Fogueira Impura do Inferno ou pegar uma Rosa Mijada ou outro Esterco Ungido e você será rico, próspero, aqui mesmo na terra. A coisa é tão séria que até os convites para a igreja mudaram o foco por completo: ao invés de "venha conhecer aquele que te redime dos pecados e te conduz à salvação, Jesus", passou a ser "venha pra igreja para você ser abençoado, pro seu casamento ser restaurado, pra você conquistar todos seus sonhos, blá blá blá".

Simonias e multiplicação de cargos: Papa, cardeal, monsenhor, arcebispo, bispo, frei, padre, sacristão, madre, freira, irmã, bota ai mais um monte de outros cargos, e você terá o panorama dos tempos de Lutero. Cargos vendidos, as vezes para crianças (Leão X, papa de quando Lutero começou a reforma, recebeu o cargo de cardeal-diácono comprado pelo pai quando ele tinha APENAS 7 anos), multiplicados à exaustão para encher o Vaticano de grana.

Hoje em dia, talvez nem seja mais tanto grana (mas ela também está incluída), mas pelo status, dentro da igreja protestante o que mais se vê são pessoas DISPUTANDO cargos, as vezes até pecando para adquirir, conspirando, fofocando, tentando passar uma posição de bondade pros líderes deles (puxa-saquismo). Tudo para achar que é ALGO ou alguém, quando Jesus disse "O maior dentre vós será vosso servo." (Mateus 23:11). Mas nós invertemos a ordem do Senhor, ao considerar os cargos como forma de poder. E daí vem outra ousadia: a de criar cargos, a de criar títulos eclesiásticos. Já vi igreja que o líder se autodenomina "Apóstolo Professor Doutor PhD Pastor fulano de tal Bispo Primaz". Fora gente que se diz "apóstolo, apóstola, paipóstolo (esse nem no dicionário existe), patriarca". Um ai disse que daqui a pouco vai ter unção de ARCANJO logo logo... ai Deus... não sei como não criaram ainda os cargos de "Papa Gospel", "Semideus" e "Quarta Pessoa da Trindade"...

Infalibilidade de interpretação: A mais fatal de todas. As vezes até passa despercebida por muitos a mania de uns líderes de fazerem exatamente como o papa Pio IX em 1870 ao criar o dogma da Infalibilidade Papal, em que "o Papa em comunhão com o Sagrado Magistério, quando delibera e define (clarifica) solenemente algo em matéria de fé ou moral (os costumes), ex cathedra, está sempre correto. Isto porque, na clarificação solene e definitiva destas matérias, o Papa goza de assistência sobrenatural do Espírito Santo, que o preserva de todo o erro."

Basta ver Silas Malafaia, como um exemplo. Ele detesta que qualquer um tenha a ousadia de criticá-lo, considerando que os críticos não tem moral pra falar dele. Disse ele no programa de hoje, 17/08/13, que ele tinha mais de 30 anos de TV e NENHUM DE NÓS teria moral para criticá-lo, porque somos desconhecidos ralês que não possuem nem a metade do que ele já tem... pobre diabo... como se eu tivesse inveja de um cara que vendeu seus ensinamentos corretos em nome do dinheiro e é um tremendo IGNORANTE com tudo e todos que achou ruim porque não quiseram que ele fosse condecorado cidadão de uma cidade (humildade ZERO).

Outro bom (ou melhor, MAU) exemplo é Benny Hinn. Imagine que esse "pastor" tão querido por livros como "Bom Dia Espírito Santo" (cheio de mantras e heresias), foi capaz de LANÇAR UMA MALDIÇÃO contra quem o criticar. Parece brincadeira né... mas é disso pra pior... esses dois são apenas DOIS de MUITOS que sujam nossa igreja, e vivem hoje em dia numa maldita esquizofrenia cristã, tornando as ovelhas um povo perdido e sem direção correta do Senhor. Vergonha total, só isso.

Que Deus tenha misericórdia de todos nós e que paremos de cuspir em Lutero. Que voltemos a criticar todos os erros que outrora o líder da Reforma criticou dentro da Igreja Católica, sem temer represálias ou aqueles que venham tentar nos calar.

"O despertador toca... só desperta quem quer!"
- Pastor Zé Bruno, Igreja Casa da Rocha e Banda Resgate.

P.S.: Desculpo-me aos meus antigos leitores pelo tempo enorme de silêncio nesse blog, mas foi necessário, para que Deus reorganizasse minha vida em vários pontos, prometo que vou sempre que possível aparecer por aqui novamente. Graça e Paz da parte do Senhor Jesus Cristo!

Os "supermans" televangelistas



Eu ri - e ao mesmo tempo, chorei de tristeza - dessa frase simples do perfil da Desciclopédia no Twitter:

"Tem horas q eu queria ser um pastor famoso. Eu ia poder fazer a merda que eu quisesse q sempre ia ter um monte de otário pra me defender."


Frase forte, dura e pra muitos inaceitável. Pra mim é a triste realidade de uma igreja cristã vendida para os "supermans" televangelistas. Da mesma forma que Pat Robertson, Jimmy Swaggart, Jim Bakker, Benny Hinn, Morris Cerullo e Mike Murdock nos EUA, aqui no Brasil sofremos a assolação nas mãos de "evangelistas" famosos, como Malafaia, Macedo, Valdemiro Santiago, R. R. Soares, Robson Rodovalho, os Hernandes e porque não Padre Marcelo Rossi. Todos ensinando um pseudo-evangelho onde Jesus não é o centro, e sim o Seu poder de abençoar, e mesmo esse poder estaria submisso ao querer do ser humano e não mais para a devida glória do Eterno. Sob um discurso de fachada de "Deus nos quer felizes" e "Deus nos ama", justificam assim que Deus faria TUDO O QUE QUISÉSSEMOS só pra nos ver felizes, pois aparentemente nós "nascemos pra vencer". Nada mais falso.


Dá tristeza ver que como se não bastasse tanta enganação o povo que se diz povo de Deus absorve essa enganação como se fosse algo natural e o que é pior, chamam a todos que discordam desses falsos profetas de "recalcados, invejosos" e argumentos similares. Dizem que não podemos julgar usando Mateus 7:1-4 e não analisam nem o contexto desses versículos pra perceber que não estamos julgando aquilo que também praticamos. Alias, como muitos desses que defendem esses pastores acham que os ensinos deles não estão nem um pouco errados, senão "Deus não tava prosperando o trabalho deles". Em certos momentos até esses pastores se tornam quase semideuses, super-heróis inatingíveis, que não podem ser tocados (usam o "versículo" "não toqueis no meu ungido", que até onde eu vi, nem existe). 


Quero deixar bem claro que em primeiro lugar Deus abençoa o trabalho de quem ele quiser. Como Ele mesmo afirmou nas Escrituras Sagradas "Ele faz nascer o sol sobre todos e faz chover sobre justos e injustos" (Mateus 5:45). Ele abençoa justos e injustos, e nem por isso um injusto vai ser salvo. E injusto, vale salientar, não é só quem "odeia a Jesus declaradamente". Isso vale pros que dizem "Senhor, Senhor", mas vivem distantes de Cristo no que tange a uma vida realmente santa (Mateus 7:21). Portanto, todos nós devemos nos acautelar para não cairmos nesse erro.


Em segundo lugar, não somos "recalcados" nem "invejosos". Não estamos errando em denunciar os erros dos irmãos. Existem DIVERSOS versículos bíblicos que comprovam que podemos e DEVEMOS denunciar, até mesmo usando o nome de quem pecou, para que a justiça seja feita e proclamada. Eu não critico esses homens pro mal deles. Eu oro pela vida deles, oro pela vida de quem segue cegamente seus ensinamentos, mas não posso me calar pro erro deles, que é notório e está levando toda uma geração a tropeçar. E não, não somos a geração de Samuel. Se fossemos, não nos iludiríamos com falsas vozes, saberíamos qual é a voz de Deus. Nós somos na realidade a geração de Balaão, a que ama "inovações", sem ver se elas procedem ou não da Verdade. Pros preguiçosos que não leem mais a Bíblia e se contentam com versículos fora do contexto soltos por programinhas de TV, vou deixar aqui um link de um texto com vários versículos que comprovam nossa autoridade para julgar os erros e denunciá-los.


Em terceiro lugar, essa de "não toqueis no meu ungido" não cola. Primeiro porque quem garante que a unção do dito-cujo realmente veio de Deus? E mesmo que tenha vindo de Deus, ninguém aqui vai enfiar a espada no bucho desses homens pra vocês usarem o exemplo de Davi e Saul (I Samuel 24: 6). Pois bem, Davi não feriu Saul em nenhum momento, mas ISSO NÃO IMPEDIU DAVI DE DENUNCIAR A FALHA DE SAUL. Vejam os versículos seguintes, garotinhos:


"E disse Davi a Saul: Por que dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Eis que Davi procura o teu mal? Eis que este dia os teus olhos viram, que o SENHOR hoje te pôs em minhas mãos nesta caverna, e alguns disseram que te matasse; porém a minha mão te poupou; porque disse: Não estenderei a minha mão contra o meu senhor, pois é o ungido do SENHOR. Olha, pois, meu pai, vê aqui a orla do teu manto na minha mão; porque cortando-te eu a orla do manto, não te matei. Sabe, pois, e vê que não há na minha mão nem mal nem rebeldia alguma, e não pequei contra ti; porém tu andas à caça da minha vida, para ma tirares. Julgue o SENHOR entre mim e ti, e vingue-me o SENHOR de ti; porém a minha mão não será contra ti. Como diz o provérbio dos antigos: Dos ímpios procede a impiedade; porém a minha mão não será contra ti. Após quem saiu o rei de Israel? A quem persegues? A um cão morto? A uma pulga? O SENHOR, porém, será juiz, e julgará entre mim e ti, e verá, e advogará a minha causa, e me defenderá da tua mão. "
1 Samuel 24 :9 -15)

Frisem as frases em negrito e vocês verão que Davi fez MUITA QUESTÃO de denunciar a Saul e a todos que ali estavam o erro do mesmo. Davi falou sem medo algum o quanto o rei Saul estava errado, sem feri-lo nem matá-lo. Nós não fazemos em nada diferente desse homem chamado Davi. Não queremos notoriedade entre os homens, pois sabemos que na verdade falar mal dos "poderosos" nos traz é o ódio geral de quem morrerá seguindo esses enganadores como cordeiros mudos e cegos. Na verdade queremos mesmo é ser conhecido nos céus, quando estivermos diante do Senhor e ouvirmos um "bem está, servo bom e fiel, sobre o POUCO foste fiel e sobre muito te colocarei, entrai no gozo do teu Senhor".


Pra finalizar, o último ponto que vou deixar como pergunta capciosa pra muitos crentes que defendem esses "supermans" gospel com tanto ímpeto devido ao aparente sucesso de seus ministérios na Terra: a Igreja Católica Romana também cresceu assustadoramente na Idade Média, explorando, perseguindo e matando pessoas. O ateísmo e o materialismo, que negam a Deus, está crescendo e muito nos últimos tempos, bem como o movimento LGBT, a corrupção na política em Brasília e diversos outros movimentos INEGAVELMENTE mundanos e diabólicos. Algum de vocês irá dizer que o sucesso desses movimentos é uma prova de que DEUS É COM ELES? Pensem bem.


Que Deus abra cada dia mais nossos olhos e nossas mentes, pois o diabo está literalmente cirandando muitos de nós como trigo (Lucas 22:31). 

E-Books: "Músicas que eu não canto na igreja" por João Dias (Johnnÿ)


Neste livro (que na verdade ia ser um post) eu tento trilhar todo o caminho tortuoso da música gospel na atualidade, em questão de músicas com conteúdo absurdo e estranho, muitas vezes bem distantes daquilo que a Bíblia ensina e com modismos, mantras e tolices mil. Esse livro NÃO é uma crítica a cantores nem tenta julgar as pessoas se estão certas ou não e sim busca levar-nos a uma reflexão do que estamos cantando em nossas igrejas ou consumindo com CDs.

Baixe aqui e compartilhe para quem puder!

"Ressuscita-me": mais uma fórmula do sucesso gospel




A indústria da música trabalha dentro de um padrão. Isso ocorreu em seu formato moderno quando nos Estados Unidos essa indústria conseguiu se apropriar da cultura folclórica e adaptá-la a produtos de caráter lúdico através dos show’s business. O jazz, vertente híbrida de canções de trabalho, blues, gospel, foi talvez o primeiro segmento da música norte-americana a experimentar as exigências seriais desse mercado.

Mas foi quando a própria música pop se auto-formulou que se tornaram pré-requisitos: o tempo da canção, as partes A,B (e/ou C), quantidades de compasso, interlúdio, etc. Isso dura até hoje. Grosso modo, para um veículo midiático “aprovar” o que chamamos de música comercial é necessário que esses elementos estejam bem definidos, equilibrados e se possível com uma forte dose etílica sonora, ou seja, que iluda, impregne, encharque – música boa seria então aquela que você escuta a primeira vez e já sai cantando (#mantra).

Não sou contra os padrões pop, até porque considero uma arte o compositor saber se moldar de forma bela a uma fôrma sonora – isso é para poucos*! Tenho vários CD’s de música pop, admiro largamente vários artistas e grupos desse gênero, mas... venhamos e convenhamos, não suporto abusos nem gato-com-lebre! Outra coisa: aos fãs, ou ouvintes feitos de vidro, que se quebram com qualquer grão de areia: me poupem! Aqui não estou avaliando a sinceridade ou significado pessoal da canção quanto ao receptor - quem ouve entende como quer, consome ao seu gosto, ressignifica dentro das suas subjetividades.

Lembro-me quando o cantor André Valadão lançou no mercado gospel sua canção Milagre. Um hit que unia uma melodia circular + subjetivismo teológico + milagre imediatista: “Hoje o meu milagre vai chegar. Eu vou crer, não vou duvidar. O preço que foi pago ali na cruz me dá vitória nesta hora” - Não se sabe afinal se ele quer tratar do milagre da salvação; na verdade ele diz que vive “as promessas dos milagres”, logo são coisas, fatos, presentes, continuidades. Entendo como uma canção bem antropocêntrica que está pronta para que o receptor peça, e meio que, como uma confissão positiva, diga: Hoje o meu milagre vai chegar! Este hit foi um sucesso!

Em seguida, outro mais forte que esse se espalhou pelo Brasil, que tocou milhares de vezes em igrejas e até em pagodes e show’s de forró foi: “Faz um milagre em mim” (Regis Danese). Essa canção que estourou nas paradas do sucesso e na minha paciência também, foi uma $acada incrível do compositor (e dono da música). Regis conseguiu misturar uma melodia “peguenta” + confusão teológica + ideia de milagre – foi a primeira interpretação que ouvi alguém dizer que Zaqueu conseguiu chamar a atenção de Deus... Enfim, este som realmente deu certo!

Contudo quando agente pensa que o ciclo de milagres musicais tem se findado, somos surpreendidos! A criatividade dos caras é boa e a indústria consegue fazer mutações espantosas ao oferecer o mesmo produto, só que com nova maquiagem e roupagem, e novamente e$tourar nas paradas do sucesso!!

Dessa vez, a mesma fonte dos tais milagre se reinventou em Ressuscita-me (Aline Barros) - a mesma mistura de melodia “peguenta” + confusão teológica + ideia de milagre funcionou: “Mestre eu preciso de um milagre...”. A ressalva é que diferentemente, nesta canção, a mídia bombardeou teleguiados potentes por todos os cantos do Brasil (a Som Livre se apropriou dos “talentos” gospel, e ao que parece notou que Je$u$ é bom). Gente, perdoe-me a ignorância, eu não aguento mais escutar essa música! (saudades de “Faz chover” (risos))

Sinceramente algumas coisas nela eu não entendi, se possível me esclareçam. A música é para uma pessoa que nasceu de novo? Se for, acho totalmente inviável pedir que Deus ressuscite “os meus Sonhos” – prefiro aceitar que as coisas velhas não me interessam, pois tudo se fez novo. Outra coisa. Fazer analogia com Lázaro e sonhos mortos é algo bem sugêneris, pois quando canto “remove a minha pedra”, tenho por inferência a certeza de que defunto não tem querer, não pede, não clama. Agora se a música é para alguém que não nasceu de novo, a situação fica difícil, visto que não sou arminiano.

A parte mais legal disso tudo é notar que aqueles que cantaram e ‘adoraram’ com “Hoje o meu milagre vai chegar”, continuaram a pedir “Faz um Milagre em mim” e certamente devem estar dizendo “Ressuscita-me agora”.

Por Antognoni Misael em ARTE DE CHOCAR!

Meu choro pela Renascer


Para Estevam e Sônia Hernandes.

Meus amados ex-líderes, saibam que lhes tenho muita estima.

Mas ao mesmo tempo, eu choro. Choro ao ver onde vocês caíram. Choro mais ainda em ver que vocês não percebem, ou não sei porque nada fazem para mudar a situação que vocês mesmos criaram.

Esse evangelho que só prega prosperidade, que faz "desafios" de fé para arrecadar dinheiro sem uma explicação lógica, fazendo crescimento desacelerado de templos sem comprar nenhum deles, sempre alugando, alugando e alugando, pegando todo o dinheiro e remetendo para que a igreja sede redirecione todo ele de maneira mal dividida, sem verificar as necessidades de cada congregação, forçando pastores e bispos a baterem metas desavoradamente, entre outras coisas. Eu não estou falando isso do que ouvi de outros. Eu estou falando isso do que vi com meus próprios olhos durante 6 anos de igreja. Foram coisas que constrangeram minha mãe e eu. Falta de apoio para o ministério social que minha mãe exercia lá. Os jovens tentando fazer eventos e tendo divulgação próxima de zero, e as vezes incentivo e investimento também zero.

Espero que algum dia vocês leiam esse texto. Porque eu sempre admirei a coragem de vocês, que criou uma geração como a minha, "gospel", mas autêntica, não aqueles "góspeis" que vivem de qualquer jeito, com uma vida falsa, mentirosa e baseada em valores humanos. Infelizmente, essa geração foi a segunda geração do "Gospel". E foi também de certa forma nascida da Renascer. Me entristesse ver isso tudo acontecendo e vocês insistem em continuar vivendo assim. Eu oro todos os dias para que Nosso Senhor os ilumine e os façam voltar ao primeiro amor, àqueles tempos difíceis em que eramos chamados de hereges porque tocávamos rock, fazíamos eventos onde ninguém tinha coragem de ir e falávamos e acolhiamos pessoas que ninguém mais queria. Que um dia, se vocês lerem isso, possam perceber que isso tudo que escrevi é porque eu os amo. No amor de Jesus.

João Dias

P.S.: E também oro para que o querido Fellipe possa se restabelecer e ser uma benção para todos nós também.

Senhor Macedo, por favor, vá catar coquinhos!


Ser apologista é algo que devia ser reservado apenas para pessoas sérias. Um cara que acredita que aborto não é pecado, prega descaradamente que na sua igreja "ou dá ou desce", cheio de crenças ridículas misturando umbanda com as relíquias da igreja católica, rosas ungidas e correntes de "libertação", como bem ilustrou o Leonardo Gonçalves no Púlpito Cristão e aidna por cima dono de um império de comunicações, a Line Records, chamada por eles mesmos de "A gravadora gospel do Brasil", além de redes de TV como a Record, com programas extremamente úteis para os evangélicos do mundo, como "A Fazenda" (#ironia), que valorizam até mesmo cantores de péssima qualidade e nem um pouco cristãos, como Latino e similares, além de modelos seminuas em programas promíscuos como "O Melhor do Brasil".

Pois é, com toda essa descrição, definitivamente Macedão não é o cara mais indicado para chamar pentecostais de macumbeiros nem dizer que 99% dos cantores gospel são endemoniados, uma coisa que causou muito repúdio em cantores cristãos como eu. Uma pessoa dessas não é digna nem de ser chamado de bispo (função dada a pessoas que cuidavam das vidas em níveis mais centrais nas igrejas espalhadas pelo mundo nos tempos bíblicos). Ai o cara chega e quer a esta altura do campeonato pagar de defensor da fé.

Certo é que muitos cultos pentecostais incorporaram práticas estranhas, com um tempero do sincretismo. Certo é também, como disse o Luciano Manga no seu livro "Meus Dias no Oficina G3" (muito bom, recomendo!) "alguns usam o seguimento para ganhar dinheiro". Mas daí para as declarações insanas de um tirano que domina seu rebanho do jeito que Macedo faz, sinceramente, senhor Macedo, faça-nos um favor: VÁ CATAR COQUINHO!

Alguns conselhos para o músico evangélico


Por Antognoni Misael

A história da música na igreja já passou por diversos estágios até ter se tornado o que de fato é no século XXI. Decerto esta história é bem mais antiga do que pensamos – a saber, que Deus fez uso da música desde o princípio do mundo e até hoje continua se agradando de suas variedades. Uma versão da bíblia, em espanhol, de Casiodoro de Reino, de 1969, apresenta a seguinte redação de Ezequiel 28.13: “Teus tambores e flautas estiveram preparados para ti no dia da Tua criação”. Não obstante, a primeira citação relacionada a música nas Escrituras acontece com Jubal, filho de Lameque, tido como “o pai de todos os que tocam harpa e flauta" (Gn 4:21); outras passagens relatam sobre Moisés e o povo de Israel quando cantavam (Êx 5.1); Miriã, irmã de Arão e Moisés, que além de cantar e tocar também dançava (Êx 15.20-21); os cânticos de Davi (2Sm 22.1), e a exímia arte de compor canções, do seu filho Salomão (1Rs 4.32); Jesus cantando com seus discípulos (Mt 26.30), e o episódio de Paulo e Silas na prisão louvando ao Senhor (At 16.25).

Certamente na Bíblia não encontramos um livro ou capítulos específicos sobre música, assim como não existe nenhuma contribuição relacionada a técnica, ao sistema tonal, ritmos, harmonizações, técnica vocal, etc. Alegoricamente a Bíblica deixa implícito que há outras fontes de pesquisa, estudo e sistematização adequadas para um preparo correto e coerente para a função do músico na eclésia, visto que a música (como ciência e arte) é uma cultura mutável de acordo com etnias e lugares e seria ilógico deixar para a Igreja um padrão estético pré-moldado – sem falar que a Bíblia não é um fonógrafo.

Decerto, o que aconteceu foi um acompanhamento natural da história da música na igreja com a própria História da Música Ocidental – tratando-se, claro, de ocidente. Não precisamos de longos estudos pra entender que quando o Rock, a Balada e o Pop, (e em menor grau o Blues, Jazz, Samba, Forró, etc.) entraram definitivamente nos repertórios congregacionais das igrejas brasileira na década de 90, só assim o fizeram porque já estavam normalizados na Música do Ocidente. Isto se torna um problema na medida em que não sabemos posicionar nossos conceitos por desconhecer nosso próprio passado, tanto como igreja, quanto como músico.

Atualmente muitos dos que compõem a comissão de frente nos cultos solenes adoram serem chamados de levitas, de serem respeitados, e/ou até vistos como um “canal sagrado” de bênçãos e unções durante as ministrações. Na verdade, o que percebo de perto – como músico “deslevitado” que há 14 anos vive ecoando acordes dentro e fora da igreja - é um certo relaxamento por parte de muitos músicos e líderes envolvidos com a área.

Não há dúvidas de que é importantíssimo na vida de um músico cristão o zelo pela assídua frequência no templo, oração e leitura bíblia. Contudo ainda não é tudo! Ser músico a serviço de Deus é algo que abarca vários detalhes imprescindíveis (principalmente nos dias de hoje onde a música gospel, parece não ter nada do Gospel) para que “verdadeiro adorador” seja um adorador da Verdade.

Fiz algumas observações que considero importantes para os músicos que ministram na igreja:

1) Além de uma vida de adoração, devoção e piedade, busque se aprofundar no estudo musical. Como alguém pode dar o melhor a Deus se não busca aperfeiçoamento técnico? Saiba servir também com um bom instrumento, com belos acordes, ritmo e uma excelente afinação. Isso seria o Básico!

2) Leia bastante sobre a história da igreja e sobre história da música para que você se situe no tempo e espaço. Por exemplo, pra se ter uma idéia, foi apenas no século XVI, na Alemanha, que a igreja protestante liderada por Lutero, desenvolveu a tradição de compor hinos populares cantados em alemão na forma coral (substituindo o cantochão medieval em latim). Então após reforma, tal formato de hinos passou por um processo de “canonização” evangélica, repelindo qualquer aceitação de outras canções senão aquelas dos hinários, entendidas como “as músicas inspiradas por Deus”. O curioso é que essa tradição européia chegou até o Brasil através da colonização e resistiu, a grosso modo, incrivelmente até os idos de 1970.

3) Conheça as funções normais da música e desconstrua a ideia de que ela é sinônimo de adoração. Além de arte, Música é linguagem. Na cultura africana ela tinha uma função especifica de comunicação, o toque dos tambores serviam para um aviso ou chamamento; o que da mesma forma ocorre na ordem unida do militarismo em geral. Atualmente ela tem utilidades peculiares como fundo musical, jingle de comerciais, movimentação sonora para shoping, etc. Na igreja ela pode ser utilizada para: louvor, adoração, comunicação do evangelho, confraternização, entretenimento, casamentos, ensino, testemunho. Ou seja, é bom que o músico saiba qualificar cada música na função especifica, de forma oportuna com os momentos de culto.

4) Procure entender como surgiu a verdadeira música estilo Gospel. Com a segregação racial, no início do século XIX algumas igrejas negras (Batista, Metodista, dentre outras) desenvolveram a música Gospel, que foi resultado de uma miscelânea entre as canções de trabalho (worksong’s) entoadas pelos negros escravos, músicas folclóricas, blues and Jazz, decorrendo em características congregacionais com envolvimento alegre e emotivo entre os fieis. No Brasil, por volta dos anos 90, o Gospel surge como uma marca patenteada por um clã específico, e legitimada por vários grupos que notaram o potencial rentável do mercado evangélico. Hoje, ser “Gospel” no Brasil é ser Pop, ser Astro.

5) Procure conhecer muita música cristã para servir a igreja local com um repertório edificante. Escute VPC, Grupo Elo, Logos, Sérgio Pimenta, Bené Gomes, Adhemar, dentre tantos, e observe o que ela traz de diferente do Gospel de hoje. Sendo assim, nunca avalie uma canção pela popularidade dela, mas faça uma análise estrutural: letra, mensagem, melodia, harmonia, ritmo, respaldo bíblico. Para que a análise seja bem sucedida não esqueça de que o conhecimento teológico, crítico-musical precisam estar bem afiados.

Estes pequenos conselhos não são frutos de excesso de conhecimento, mas de uma longa aprendizagem, cheia de acertos, mas também repleta de erros. O que não podemos fazer é desistir de sermos melhores para Deus e para as pessoas. (1Co 10.31)

Postado por Antognoni Misael em Arte de Chocar.

Dossiê do Astro Gospel


Por Antognoni Misael
Ser um astro gospel não é fácil. Administrar fama e grana não é pra qualquer um. Nessa mistura maluca de mercado e “adoração”, muita “unção” tem surgido como novidade fazendo com que os empresários da fé mexam mais e mais nesse caldeirão de investimento.
As performances impressionantes e melodias super emotivas não conseguem me comover quando parto para investigar o que pensam e fazem as estrelas da música gospel. Como ex-frequentador de shows, e testemunha de fatos pitorescos, escrevi um breve dossiê sobre o “astro gospel” cujas aparências, com certeza, não enganam:
O “astro gospel” se posta como uma celebridade cheia de exigências: toalhas caríssimas, bons camarins, transportes sofisticados, hospedagens em hotéis de luxo, entrevista com hora pré-marcada e muita privacidade.
O “astro gospel” para justificar sua fama, exige uma forte equipe de seguranças que o protege de frenéticos fãs que se auto declaram adoradores (extravagantes).
O “astro gospel” evita se apresentar em locais pequenos, igrejas, praças, escolas – quanto menor for o público, menor a notoriedade, e para se esquivar desse incômodo, cobram um alto cachê pra espantar rapidamente a negociação de pouca expressão.
Para o “astro gospel”, tocar de graça nem pensar! Mas há exceções, uma apresentação no Raul Gil, Faustão, Gugu, dá pra fazer sem cachê ou até pagar, pois cai bem para o marketing.
Contratar o show de um “astro gospel” sempre custa caro pois visa cobrir as cláusulas contratuais e engordar a poupança do “letiva” do Senhor.
O “astro gospel” também costuma se vestir de uma capa de marketagem que vai de tratamentos de pele a novos hábitos no falar e no vestir, e tudo isso porque agora ele não mais se pertence, ele é um produto de investimento.
O “astro gospel” geralmente grava canções compradas, professa testemunhos duvidosos e sem autonomia alguma, por estratégia de mercado, sempre se adapta como camaleão ao modismo do momento.
Se há uma coisa boa para o “astro gospel”, com certeza é viajar pelo país fazendo shows, só assim convertem o trabalho num turismo e suvenir frequente; esses shows estão mais comprometidos com o lucro do investimento do que com as almas alcançadas.
O “astro gospel” é uma figura de difícil acesso. Pra se chegar a ele é preciso fazer sacrifícios tipo: ir à porta do camarim e esperar longas na esperança de que ele(a) tenha um surto de simpatia, apareça e conceda, quem sabe, um autógrafo.
“Astro gospel” olha e vê a massa, não a pessoa. Ele domestica consumidores, desconstrói adoradores.
O “astro gospel” não está comprometido com a saúde espiritual dos seus seguidores. Ele canta o que o povo quer ouvir, não o que precisa ouvir, além disso passa distante de ser um formador de opinião.
“Astro gospel” não tem posicionamento teológico sobre o que crê. Muitas vezes não sabe nem o que canta, e entende mais de jargões do que de Bíblia.
“Astro gospel” se parece mais com “astro global” do que com os “heróis da fé”. Ostentam e almejam as mesmas coisa que as celebridades seculares sob a desculpa de que querem ganhar o Brasil para Cristo.
Pois bem. Quando você se encontrar com um desses “astros” e notar que existe nele boa parte desse dossiê, não duvide, as aparências não enganam! Ele é isso mesmo que você vê!
Chega de tanta mentira no meio dessa música gospel!
***
Antognoni Misael é Graduado em História e Música Popular (UFPB). Liberto do mercantilismo gospel, ataca de colunista no Púlpito Cristão

A Armadilha da Música Cristã

Do PavaBlog

Joel Heng Hartse

Quando eu era adolescente, o rock cristão era quase a minha religião. Não me lembro de ler a Bíblia por vontade própria, mas todas as paredes do meu quarto estava forradas com anos de recortes de revistas da minha banda cristã favorita. Para ser honesto, não acho que isso era totalmente errado. Eu precisava de algo para reverenciar, e essas bandas cristãs que eu ouvia me faziam pensar sobre todos os tipos de assunto que precisava pensar e nas outras coisas que ainda são importantes para mim até hoje: amor, misericórdia, justiça, morte, vida, esperança, alegria, Deus. Portanto, realmente não estou preocupado em pensar que aquilo era um sacrilégio. Sim: eu fui um roqueiro cristão.

Não conhecia as gravadoras famosas na época, como Kill Rock Stars ou Sub Pop, mas sabia de cor o nome de todas as bandas dos selos cristãos alternativos. Comprava os CDs do Poor Old Lu (não do Nirvana), lia apenas revistas cristãs e só escutava programas de rádio evangélicas. O rock and roll era parte de um pacote que incluía igreja, estudos bíblicos para jovens, culto de jovens, oração e evangelização.

Apesar de tudo, acho que nunca foi um cristão fundamentalista, porque não me vejo nesses testemunhos, às vezes engraçados, às vezes dolorosos, de pessoas que hoje com mais de 30 reclamam como alguém lhes puxou o tapete espiritual, que foram criados em ambientes fundamentalistas e que entraram em crise a primeira vez que alguém lhes disse que Adão e Eva não eram literalmente os dois primeiros seres humanos. Para eles, tudo que criam foi posto em dúvida e logo em seguida passaram a ser cínicos ou até mesmo ateus. Embora o meu entendimento do cristianismo tenha mudado ao longo dos anos, não foi isso o que aconteceu comigo. Eu não “perdi” minha fé.

Mas eu me lembro do momento exato que deixei de acreditar na música cristã.

Na década de 1990, se eu estava em um show cristão, é bem provável que o Audio Adrenaline era a banda de abertura. Não sei por que eles ficaram nessa condição durante muitos anos. Eu os vi abrir umas cem vezes para dc Talk e o mesmo tanto para o Newsboys, toda turnê era a mesma coisa. A gravadora deles, ForeFront Records, ajudava a pintar uma imagem de banda rebelde para o Audio Adrenaline. Uma jogada genial foi o lançamento de um álbum ao vivo, chamado Live Bootleg [Pirata ao vivo], cuja capa era uma fotografia em preto e branco no melhor estilo rock-and-roll. Apenas um dos membros da banda balançando a cabeça, de uma maneira totalmente roqueira. Não havia nada de pirata naquele disco, era uma gravação autorizada e de uma grande gravadora. O Audio Adrenaline sequer tinha um baterista nos seus dois primeiros discos, mas eram rotulados então como uma banda rebelde ultra grunge. Se você tivesse que compará-los a uma banda de rock secular, provavelmente os chamaria de um “Spin Doctors cristão”. Sua música de sucesso onipresente nas rádios cristãs era “Big House” [Casa Grande] que falava do céu, não da cadeia, usava quatro acordes e sua pegada parecia a mesma da música de maior sucesso naquele ano, “Two Princes” do Spin Doctors.

Os shows do Audio Adrenaline naqueles tempos eram cheios de performances com pulos e gritos, especialmente na sua música que fazia sucesso em festas cristãs “We’re a band” [Nós somos uma banda], cujo refrão dizia: “Nós somos uma banda! Nós somos uma banda! Nós somos uma banda! “O Audio Adrenaline era, sem dúvida, uma banda. Por isso a sua traição doeu mais que qualquer coisa que eu pudesse imaginar.

Não quero colocar a culpa no Audio Adrenaline. Esta história poderia ser recontada com quase qualquer banda de rock cristão famosa na década de 1990, em qualquer show. Mas vou contar o que aconteceu: No meio do show, depois de 45 minutos ou mais de suar, balançarem a cabeça e cantarem que eles eram uma banda, o Audio Adrenaline pediu um tempo para falar ao público sobre Jesus. Isso não era incomum em shows cristãos, os jovens na platéia toleravam o papo com alegria, embora raramente respondessem ao apelo. Quando um dos membros da banda se aproximou do microfone, minha vida mudou. Mas não da forma como a banda pretendia.

“Só quero dizer uma coisa”, disse ele. A platéia fez um silêncio reverente. “A música que fazemos é um truque.” Ele começou a explicar que a única razão pela qual eles tocavam suas música era para chamar nossa atenção e nos mostrar a importância de aceitar Jesus Cristo como salvador. “Jesus o ama”, ele continuou, “e quer ter um relacionamento pessoal com você. A música é algo secundário, não é o mais importante. É uma armadilha. Não importa”.

Não importa? Fiquei espantado. Não importa! A coisa pela qual eu mais me interessava não importava para eles.

Fiquei confuso e depois com raiva. Como você se atreve a me fazer gostar tanto de música? Como vocês se atrevem: gravadoras, rádios, e livrarias cristãs? Bandas de rock e grupos de jovens, como se atrevem a me fazer apaixonar pelo rock and roll e depois me dizer que é tudo uma farsa, que a única razão de eu estar ouvindo sua música é por que, atrás de tudo isso, está a coisa certa em que acreditar. Eu já creio! Posso ficar apenas com a música? E vocês do Audio Adrenaline? Disseram há poucos minutos em uma de suas músicas que eram uma banda. Uma banda!

Eu havia tolerado muitas armadilhas mesquinhas dessa subcultura em nome da música que eu amava. Porém, não podia tolerar uma banda mentindo para mim. Aquele foi o começo do fim do meu caso de amor adolescente com o rock cristão. Mas não fiquei amargurado. Esse episódio foi o empurrão que eu precisava, uma situação que acabaria abrindo para mim um mundo no qual Deus pode ser experimentado em mil lugares além de uma igreja e mil canções que não eram cânticos de louvor. Antes não achava que isso seria possível.

Suspeito que muitos de nós já perceberam isso, de uma maneira ou de outra. Talvez você tenha vivido uma história semelhante. Essa história continua, mas treinei meus ouvidos para identificar vestígios do sagrado em todo tipo de música. Acho que, de certa forma, devo isso a uma banda que declarou, certa vez, que não era uma banda. Embora, para mim, eles realmente eram.

Joel Heng Hartse já escreveu, sobre música para muitas publicações evangélicas, Este texto é uma adaptação do capítulo 4 de seu novo livro, Sects, Love, Rock and Roll, editora Cascade AQUI

Fonte: Relevant

Dança do Pingüim???????????????????????

OBS: Não tenho nada contra a Aline Barros, muito pelo contrário, gosto muito dela como intérprete e muitas canções que ela cantou (MAS NÃO COMPÔS) são uma benção até hoje na minha vida. Mas essa, definitivamente...

É assim, assim
Essa é a alegria do Senhor
Dentro de mim

É assim, assim
Eu vou te ensinar
Como é a dança do pingüim

Sabe o que inventaram agora?
Eu sei!
Tá rolando o maior buchicho!
Eu já ouvi!

Olha que esse papo é da hora!
Festa de esquimó só rola isso!

Arrasto o pezinho quase levantando vôo
Batendo as asinhas nesse balanço é que eu vou
Esquerda e direita. Assim, assim, prá lá e prá cá
Olha que maneiro ninguém vai querer parar

Quando você ouve essa música, você pensa "o que meu filho está aprendendo sobre Cristo nessa música?"  Ou "o que meu filho aprende de edificante, importante, sei lá, com essa música?" Mais parece aquelas músicas da Xuxa, como Ilariê, Tindolelê e coisas similares que ninguém entende nada. A primeira vista, eu realmente pensava que no mínimo a música falaria algo da natureza pras crianças, sei lá, mas nada, nada disso!

Que músicas cristãs para crianças devem ter uma linguagem leve e própria para crianças, isso é lógico, mas tem muito intérprete que ignora que deve-se ensinar sim a Bíblia e o Evangelho para a criança, pois é o caminho q ela deve andar, para quando crescer nunca se desviar dele. E para uma compositora como Solange de Cezar, que eu sempre considerei uma das melhores letristas do Evangelho, muito me envergonha ver uma letra como essa escrita por ela, porque não edifica ninguém, ninguém mesmo, me perdoem os fãs, mas a verdade é essa.

Aconselho aos mais fevorosos críticos que venham a ver essa postagem que leiam "Erros que os adoradores devem evitar", é um livro muito edificante, e explana inclusive sobre essa música.

Fiquem com Deus e que nossas crianças possam aprender de verdade o Evangelho ao invés de virarem futuras consumistas.

Geração Coca-Cola?

"Péssimos ídolos.
Péssimas tendências.

Acompanham a multidão.
Se contentam com pouco.
Consomem até enjoar, depois jogam fora.
Fazem qualquer coisa pra aparecer na internet.
Acham bonito fingir que é retardado.
E acabam por se tornar, realmente retardados.
Isso é o que eu chamo de BURRICE VOLUNTÁRIA."

Essa é a descrição da comunidade "Sinto PENA da nova geração", no Orkut. Não, esse não é um post zoando os emos, amantes do Justin Bieber ou do Luan Santana. Isto é uma reflexão sobre o consumismo que a mídia faz com a juventude.

Renato Russo, na música Geração Coca-Cola dizia que eles eram "os filhos da revolução... o futuro da nação, a geração coca-cola", já deixando implícito uma contradição: como poderiam ser revolucionários e o futuro da nação sendo ainda subservientes aos antigos valores (dominados pela Coca-Cola, símbolo-mor do reacionarismo e do liberalismo antirevolucionário). O dilema da geração de Renato, dos anos 80, permanece hj, só que decuplicado, quando vemos uma juventude como a que convive comigo consumindo bandas porque o cantor é LIIIIIIINDO, outros consomem por causa das dançarinas, que são "mó gostosas", enfim, pelos mais diversos e estúpidos motivos que também são os mesmos que os levam a copiar o estilo das bandas, a ponto de acharem lindo tudo o que as bandas fazem. E isso é em TODOS os estilos, embora pareça-nos mais visível nos que estão "no auge".

E no mundo "gospel", é diferente?

NÃO!

Não quando vemos todo mundo seguir a tendência de sucesso dos outros artistas, não quando vemos cantores que investem pesado na aparência, em shows e etc; mas têm letras estúpidas, idiotas e sem unção divina, mas ainda assim fazem tanto sucesso que COM CERTEZA o ministério é "de DEOZ". Mas será?

Não estou citando nomes. Estou apenas querendo que você, jovem cristão, pense bem se você está sendo um "maria vai-com-as-outras" ou se vc está buscando ir na direção DIVINA. Nosso ídolo deve ser o Cristo Filho de Deus, e ELE deve ser nosso Guia e Luz no Caminho, como ele mesmo disse "EU SOU O CAMINHO VERDADEIRO PRA VIDA, NINGUÉM CHEGA AO PAI SE NÃO PASSAR POR MIM!" Não é passar por um show de luzes e fumaça advinda de palcos iluminados e artistas "gospels", e sim passar pelo crivo da Palavra de Deus, o próprio Cristo.

Barren Cross - Imaginary Music

Imagine you are standing on a stage
In another time, in another age.
They begin to cheer at the sound of your guitar
Out of control, rock'n'roll, you are a star

Midnight, warrior, like a dream, wake up!

Fifty million fans, they know your name
They all love you so, that's why they came.
You'll never have the time to spend all the money you earn.
You 're running too fast, remember the past, when will you learn.

All night warrior, like a dream
Things aren't what they seem to be, and there's no end as far as you can see

Imaginary music, hang on so you don't lose it
Imaginary music, it's power, don't abuse it

Imagine you 're standing on a stage
And the beams of light surround you like a cage
Trapped inside a dream from down below
You think you've got it all, what you don't know

Tradução: Música Imaginária

Imagine que você chega em um estádio
Em outro tempo, em outra idade.
Eles começam a vibrar ao som de sua guitarra
Fora de controle, rock'n'roll, você é uma estrela

Midnight, Warrior, Like a Dream (nomes de coquetéis), acorde!

Cinquenta milhões de fãs, eles sabem seu nome
Todos eles te amam, que está aqui porque eles vieram.
Você nunca terá tempo pra gastar todo o dinheiro que você ganha
Você corre rápido, relembra o passado, quando você vai aprender?

Todo guerreiro à noite gosta de um sonho
São coisas que eles não podem ver, e não têm fim algum até que você possa ver

Música Imaginária, suspensa onde você não pode perder
Música Imaginária, Este é o poder, não abuse dele

Imagine você estando em um lugar
E os raios de luz rodeiam você como em uma cela
Roubando seu sonho interior pra baixo
Você reflete tudo por que passou, tudo o que você não sabe

_______________________________________________________________________________

Pra vocês, rockstars e também vocês, gospelstars!

Adoração na igreja evangélica contemporânea

Por Osmar Ludovico da Silva

Há dois tipos de música, a boa e a ruim — seja ela erudita, MPB, sertaneja, reggae, rap, rock ou gospel. O que me surpreende é a capacidade de o mercado absorver a música ruim. Com a proliferação de compositores, intérpretes, bandas e gravadoras, o cenário evangélico não poderia ser diferente. Tem música boa, mas também tem muita música ruim.

Passamos séculos louvando a Deus com hinos históricos da Reforma. Bastava um hinário, e tínhamos músicas com letras densas, boa teologia e linha melódica harmoniosa.

Nos últimos anos surgiu o que chamamos de louvorzão. Jogamos fora os hinários, a liturgia, aposentamos o piano e o coral e introduzimos a guitarra, a bateria, o data-show, as coreografias e a aeróbica. Surgiu também a figura do dirigente de louvor, responsável por animar a congregação. Daí para frente há muito barulho, muitas palmas, muitas mãos levantadas, muitos abraços, muitas caretas e cenho franzido. Mas a pergunta que fica é: temos adoração?

O lado positivo do louvorzão é o interesse e a integração na igreja de milhares de jovens. Trata-se de uma oportunidade única para ensinar estes jovens, através do exemplo e da Palavra, o caminho do discipulado de Cristo. Mas fica a pergunta: estarão estes jovens crescendo na santidade e no serviço?

Alguns cultos se tornaram verdadeiras produções dignas da Broadway. Músicos profissionais, cenários, bailarinos e iluminação. Mas fica uma pergunta: toda esta parafernália cênica tem levado o povo de Deus a uma genuína adoração?

A história da Igreja é rica em manifestações artísticas. Ao longo do tempo o louvor foi expresso através de várias expressões musicais. O canto gregoriano, o barroco, os hinos da Reforma, o negro espiritual e os cânticos contemporâneos deixaram sua contribuição à boa música ao longo destes últimos séculos.

Trata-se, portanto, de um equívoco jogar fora toda a herança histórica e achar que esta geração descobriu a forma certa de louvar. Se olharmos do ponto de vista musical veremos que a história nos legou uma herança preciosa. Na cultura gospel do louvorzão tem muita música ruim, muita letra questionável e muito dirigente de louvor que mais parece um animador de auditório.

A igreja pode ser a ponte entre as gerações, entre o antigo e o novo e integrar na adoração tudo o que há de bom na sua herança histórica. Tem muita gente cansada do louvorzão barulhento de letras rasas, de bandas que tocam no último volume, de coreografias esvoaçantes e de ordens do dirigente para abraçar o irmão da frente, de trás e do lado dizendo que o amamos. É constrangedor abraçar alguém e dizer que o amamos quando nem sequer o conhecemos.

A igreja perde quando a ênfase do louvor se desloca da congregação para o palco. Com raras exceções a música é ruim, a letra não tem nada a ver com a realidade do cotidiano ou a teologia reformada e a performance no palco é apelativa.

A igreja perde quando se torna parecida com um programa de auditório e já não cultiva a boa música com cordas, sopros, bons arranjos, corais, quartetos. E perde muito mais quando a adoração se torna um evento estimulado sensorialmente e não uma melodia que emerge de um coração quebrantado e temente a Deus. Adoração é sempre uma resposta humilde, alegre, reverente àquilo que Deus é e faz. Adoramos porque algo aconteceu, algo nos foi revelado, e não o contrário como pensa alguns, que recebemos a revelação e as coisas acontecem porque adoramos.

A igreja perde quando não há reverência ou temor. O que resta é euforia, excitação e sensações prazerosas. O que é bom em si mesmo, mas não é necessariamente adoração.

É um equívoco pensar que Deus se impressiona com nossos cultos de domingo. Antes, ele acolhe muito mais nossos gestos simples do cotidiano, fruto de um coração humilde e quebrantado, que busca se desprender de ambições e serve ao próximo com alegria. Adoração não é um evento domingueiro bem produzido, mas um estilo de vida que glorifica ao Senhor.

Durante séculos a arquitetura das igrejas e das catedrais destinou o balcão posterior ao coro, ao órgão e à orquestra. Na igreja da Reforma os músicos e o coro se posicionava na parte da frente da nave, mas sempre ao lado. Mesmo o púlpito não estava no centro, mas ao lado. No centro havia, quando muito, alguns símbolos da fé, que ajudam a despertar a consciência para a experiência do sagrado, com destaque para a mesa do Senhor. A congregação ficava em face ao altar de Deus, sem que nada se interpusesse entre a Santa Presença e a congregação. Este lugar só pode ser ocupado por Jesus Cristo. Ele é o único mediador, ele é o único que pode dirigir o louvor.

Hoje o que se vê é o apóstolo, o bispo, o pastor, o dirigente de louvor e a banda ocupando este lugar, nos levando de volta à Antiga Aliança, quando sacerdotes e levitas eram mediadores entre Deus e os homens. A conseqüência é uma geração de crentes que dependem de homens, coreografias e data-show para adorar e para ouvir a voz de Deus.

O verdadeiro pastoreio consiste em ajudar homens e mulheres a dependerem do Espírito Santo para seguirem a Cristo, que os leva ao seio do Pai. Ajudar homens e mulheres a crescerem e amadurecerem na fé, na esperança e no amor, integrando adoração, oração e leitura das Escrituras no seu cotidiano.

A contextualização se tornou uma armadilha na qual a igreja caiu. Na tentativa de se identificar com o mundo ela ficou cada vez mais parecida com ele. A cultura gospel é autocentrada, materialista, acha-se dona da verdade, tornou-se uma religião que nos faz prosperar, que não nos pede para renunciar a nada e que resolve todos os nossos problemas. Há um abismo colossal entre a cultura gospel e o evangelho de Jesus Cristo, que nos chama a amar sacrificalmente o nosso próximo, a cultivar um estilo de vida simples, a integrar o sofrimento na experiência existencial e a ter a humildade de ser um eterno aprendiz.

Estas reflexões já estavam fervilhando no meu coração há algum tempo. Pensei que estas coisas só aconteciam em certas igrejas, mas o que me motivou mesmo a colocá-las no papel foi ter participado de um culto numa Igreja Batista da Convenção.

• Osmar Ludovico da Silva é pastor da Igreja Evangélica Comunidade de Cristo em Cabedelo, PB. Ministra cursos de espiritualidade cristã, formação de líderes e restauração para missionários.

Paixonite Gospel

Quando eu decidi deixar Jesus entrar em meu coração, em 1998, a muito tempo atrás, uma das coisas que mais me tocou foi a música. Sim, a música, esse ser tão mal interpretado por muitos. A letra da música em especial. Falava acerca de um desejo do autor de dizer a Deus "EU TE AMO!" Era mais ou menos assim a música:

"Jesus, eu te amo, te louvo, te adoro
Glória ao teu nome em toda a Terra"

E muito mais músicas falando de amar ao Deus Criador do universo. Aquilo quebrou meu até então endurecido coração, esse desejo de querer conhecer esse Deus a quem tantos amavam ou buscavam amar.

Tudo mudou de uns tempos pra cá. Pra pior...

Desde que um certo grupo musical cantou uma música que inclusive virou título de um de seus álbuns de maior sucesso, "Quero me Apaixonar", todo mundo mudou. Não, não deveriamos mais buscar amar a Deus. Bastava voltar a se apaixonar. Mas... eu nunca vi isso na Bíblia! ONDE TEM NA BÍBLIA que DEUS QUER QUE NOS APAIXONEMOS POR ELE?

Definição de paixão: Sentimento humano, carnal, entre homem e mulher, temporário, irracional, inconsequente, interesseiro, cego e burro.

Deus quer mesmo que sintamos paixão por Ele? Deve ser por isso que tanta gente ainda canta direto que quer se apaixonar por Ele, mas acaba depois se decepcionando, quando não consegue o que achava que Deus daria para ele. Quando percebe que a paixão precisa de um combustível temporário chamado emoção. O amor não se guia pelas emoções e sim pela razão de Deus. A paixão não. A paixão é o estágio do relacionamento entre duas pessoas de sexos diferentes que deve levar ao amor verdadeiro, ou não, caso essas pessoas se conformem na paixão. Mas não, Deus NÃO QUER APAIXONADOS POR ELE. É ilusório pensar que a paixão por Deus irá durar a eternidade, já que é movida por interesses muitas vezes fúteis e que não satisfazem.

Bem diferente do amor. Amor é o que I Coríntios 13 diz dele, e pode ser resumido nessa definição: Sentimento E AÇÃO Divina, espiritual, entre Deus e o homem e entre o homem e toda a criação e humanidade, ETERNO, RACIONAL, PURO, SEM INTERESSES PRÓPRIOS, VISIONÁRIO E PERFEITO.

Que possamos aprender a AMAR a Deus. A voltar ao primeiro amor, e não para a paixão.

Virou Macumba

O comportamento de algumas das igrejas chamadas evangélicas, cada vez mais se aproxima dos rituais espíritas. Óleo ungido para arrumar namorado, reteté de Jeová, sal grosso para espantar mal olhado, terapia do amor que trás a pessoa amada em sete dias, videntes espirituais, balas consagradas para “abençoar” crianças, culto do descarrego, despacho gospel, garrafada do tempo dos apóstolos, unção com óleo de objetos inanimados, quebra das maldições hereditárias, encostos, atos proféticos e muito mais.

Pois é, do jeito que a coisa anda daqui a pouco ouviremos em nossos cultos expressões como “Eparrei Jeová” ou "em nome de missifio". Ora, vamos combinar uma coisa? Infelizmente algumas das liturgias evangélicas estão tão miscigenadas que um desavisado qualquer ao entrar em um de seus cultos pode pensar que entrou no centro de macumba. Ouso afirmar que o sistema comportamental e doutrinário do neopentecostalismo brasileiro se deve em parte ao famigerado sincretismo religioso. O que nos leva a entender que mais do que nunca, precisamos em nosso país resgatar os valores da Reforma Protestante, retornando a Bíblia, fazendo dela a nossa única regra de fé.

Isto posto, afirmo categoricamente que em hipótese alguma experiências mágicas esquizofrênicas, como supertições inequívocas e burrificadas devem nortear o comportamento de nossas igrejas, até porque, somos e fomos chamados pelo Senhor a vivermos um cristianismo equilibrado, racional, apaixonante e apaixonado por aquele que por sua infinita graça e misericórdia nos salvou.

Como inúmeras vezes afirmei neste blog, confesso que estou absolutamente perplexo e preocupado com os rumos da igreja evangélica. Chego a conclusão de que mais do que nunca a igreja brasileira precisa URGENTEMENTE de uma nova reforma.

Pois é, como costumava dizer o reformador João Calvino o verdadeiro conhecimento de Deus está na bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro. Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.

Renato Vargens

Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2009/07/virou-macumba.html#ixzz0yzZrVn3w
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

E determine, determine, determine a MALDIÇÃO!!!

Ei, amigo, preste atenção!
Eu vim aqui para adorar
Prepare, agora, seu coração
Que o forró vai começar

"Ah, se o meu povo me ouvisse e me quisesse
Comeria do melhor
Mas só pratica regras do homem
Come do pior"

Ele te deu vida abundante
E oportunidade pra viver na luz
Quem te garante essa vitória
É o Senhor Jesus

E determine, determine, determine
Determine, determine, determine
Determine, determine, determine.
Determine a bênção
E faça a diferença


É tudo nosso, é a Escritura que diz:
"Determine e se esforce
A vitória Eu prometo dar
Seja guerreiro, valente, invencível
Chame pelo meu Nome
E lhe darei o impossível
Venha Comigo e você não vai se decepcionar"


Vc deve já ter ouvido essa música do Fernandes Lima, SUPOSTO cantor cristão de letras EXTREMAMENTE EDIFICANTES (/ironia). Pois é, agora vejamos... pra começar... isso é ADORAR? Vamos analizar a música inteira. Tem uma parte aí que ele coloca uma palavra na boca de Deus usando de uma passagem bíblica "Oh! se o meu povo me tivesse ouvido! se Israel andasse nos meus caminhos! De pronto abateria seus inimigos..." (Salmos 81:13-14a), que além de se referir a ISRAEL (a nação), não fala nada de "comer do melhor da terra". Sim, tem um versículo que fala isso, "Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra." (Isaias 1:19), mas nele não diz "Mas só pratica regras do homem, come do pior", inclusive pq determinar... determinar... determinar.. x 10²³ vezes a benção é coisa de homem e não de Deus.

A parte final da música me deixa mais aterrado, pois além de eu não ter achado UMA PASSAGEM SEQUER EM QUE EU POSSO DETERMINAR BENÇÃO PRA DEUS, ou mesmo o trecho ai citado, que é uma mistura Frankstein de passagens bíblicas e de chavões de crente, ainda diminui a pessoa de Deus a de um Papai Noel disposto a nos encher de bençãos sem fim, tudo o que quisermos. Isso é mesmo DEUS?

Eu pensava que DEUS ERA MEU SENHOR. Não que EU era SENHOR DELE. Pq é o q parece nessas músicas idiotas que incrivelmente fazem um sucesso absurdo com cristãos incautos (e outros nem tão incautos assim) que acham que Deus se resume a um ser abençoador bonzinho que dá tudo o que quisermos, nos tornando uns filhos mimados e Deus um painaca como muitos pais dos dias de hoje. É Jesus... onde está seu senhorio???

A (Anti)Ética Gospel e o Espírito do Consumismo

Você com certeza, se não leu, já ouviu falar no livro de Max Weber, "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", livro considerado o mais importante do século XX. Usei o título de maneira irônica, pois de uns tempos pra cá surgiu um mercado "gospel" dentro das igrejas. O "movimento gospel", que eu apoiei na minha juventude cristã se transformou num tremendo comércio terrível e distorcido. Agora tem rádio gospel, tv gospel, revista e jornal gospel, provedor de internet gospel, cartão de crédito gospel, refrigerante gospel (não, não é o Guaraná Jesus, e sim um tal de "Leão de Judá"), danceteria gospel, serviço 0900 (pago) gospel, até pizzaria gospel já teve ou tem ainda, sei lá. Daqui a uns dias alguma produtora pornô cria o filme pornô gospel (detalhe aterrador: EXISTEM PESSOAS PENSANDO NISSO!), vai ter também cabaré gospel, casa de fumo gospel, grupo de extermínio gospel, é... se duvidar daqui a uns dias o diabo e seus demônios vão também aderir à moda gospel e sair por aí vendendo o fogo do inferno gospel. Isso se ele já não tiver fazendo isso e ninguém ainda percebeu...

OBS: Não sou contra o movimento gospel em si, e sim contra a palhaçada que transformaram ele desde meados dos anos 90 e está piorando até hoje.

A música gospel e a proliferação de heresias.

Lamentavelmente a Igreja brasileira tem experimentado nos últimos anos uma variedade enorme de falsos ensinos. São tantas as heresias disfarçadas de "doutrinas" que é impossível não sentir-se envergonhado diante de tanta aberração. Infelizmente boa parte destas discrepâncias teológicas se deve as canções cantadas em nossas igrejas.

Ora, por favor, pare, pense e reflita nas letras das músicas que são tocadas nos cultos evangélicos. Sinceramente algumas delas são absurdamente ridículas, além obviamente de um mal gosto musical que denota a incompetência dos compositores. Se não bastasse isso, os princípios teológicos disseminados nestas canções são destruidores.

Sinceramente fico a pensar por que os músicos de nossas comunidades evangélicas não submetem suas "poesias" a pessoas qualificadas para que à luz das Escrituras avalie o conteúdo de suas canções.

Para piorar a situação algumas destas pérolas musicais descaradamente atentam contra o vernáculo ultrapassando em muito a liberdade poética fazendo-nos ruborizar diante de tanta ignorância. Junta-se a isso que os louvores cantados em nossas reuniões são extremamente antropocêntricos, o que nitidamente se percebe em nossos encontros congregacionais. Se fizermos uma análise de nossas liturgias chegaremos a conclusão que boa parte das canções que entoamos são feitas na primeira pessoa do singular, cujas letras prioritariamente reivindicam as bênçãos de Deus.

Pois é, numa liturgia preponderantemente hedonista, os evangélicos são extravagantes, querem de volta o que é seu, necessitam de restituição, determinam a prosperidade, tocam no altar, pedem chuva, cantam mantras repetitivos erotizando sua relação com Deus, desejando da parte do Criador, beijos, abraços e colo.

Caro leitor, sem sombra de dúvidas vivemos dias complicadíssimos onde o Todo-poderoso foi transformado pelos falsos apóstolos em gênio da lâmpada mágica, cuja missão prioritária é promover satisfação aos crentes. Diante disto, precisamos orar ao Senhor pedindo a Ele que nos livre definitivamente desse louvor, filho bastardo da indústria mercantilista gospel, o qual nos tem nos empurrado goela abaixo, conceitos e valores anticristãos cujo objetivo final não é a glória de Deus, mas satisfação dos homens.
Pense nisso!

Fonte: Blog do Renato Vargens

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Enquanto isso, músicas de rock/metal que falam a verdade do Evangelho são "do satanás..." pfff... Continuem aí cantando que têm a Marca da Promessa, que "o melhor de Deus ainda está por vir" (mas não já veio em Jesus?) e que "está apaixonado..." (Jesus não quer apaixonados, quer ADORADORES Q O AAAAAAAAAAMMMMMMMMMEEEEEEMMMMMMM!!! AMOR não é paixão!).
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