Escravos do sexo

O ator David Duchovny, 48 anos - que estrelou "Arquivo X", fez uma participação como o namorado maluco de Carrie em "Sex and the City" e hoje vive o escritor mulherengo Hank Moody, em "Californication" declarou que se internaria numa clínica para cuidar do seu vício em sexo.

Pois é, a sociedade a qual fazemos parte tem se caracterizado por uma frenética busca por sexo. O índice de pessoas dependentes de relações sexuais com variados parceiros é cada vez maior. Na verdade, indivíduos de todas as idades e de ambos os sexos, dedicam por parte do seu tempo pensando “somente naquilo.”

Tarados, pervertidos, ninfomaníacos, depravados. Estes são os rótulos comumente usados para definir pessoas que apresentam algum tipo de patologia do sexo. Já ouvi histórias de inúmeros indivíduos que em virtude da compulsão sexual que os escraviza, sofrem desesperadamente, lutando contra a imoralidade sexual.
De acordo com um estudo divulgado no ano passado pela UNIFESP, que ouviu 26 mil homens e mulheres, entre 40 e 80 anos, em 28 países, 75% dos brasileiros entrevistados afirmaram fazer sexo uma ou mais vezes por semana. A pesquisa também revelou que a idade média dos que sofrem de compulsão sexual é de 34 anos. A escolaridade do grupo é muito alta: 37% têm terceiro grau completo, 30% têm segundo grau completo e 15% tem terceiro grau incompleto.

Em 54% dos pacientes analisados foram apontados sintomas de transtornos psiquiátricos, como depressão ou ansiedade. Outros dados mostram que 41% dos perfilados têm parceiro fixo e que a média de parceiros sexuais de cada paciente é de 161 pessoas. Os pacientes apontaram como principal área de prejuízo a profissional (60%), a pessoal (45%) e a familiar (16%). Os dados que mais chamam a atenção - justamente por não serem tão aberrantes - apontam que, em média, cada paciente tem um parceiro por semana (que pode ser o mesmo), pensa em sexo 5 vezes por dia, tem 2,4 relações sexuais por semana, masturba-se 9,3 vezes por semana e tem uma média de 11,7 orgasmos por semana.
Diante de tempos tão difíceis como os que vivemos torna-se indispensável que a igreja evangélica se posicione audaciosamente contra a promiscuidade que tanto nos apavora. Além disso, é fundamental que anunciemos aos doentes da alma e da mente a maravilhosa noticia de que se é possível mudar de vida. Para tanto, é absolutamente necessário que proclamemos o evangelho da salvação eterna, o qual é tremendamente eficaz para libertar o ser humano de seus dramas, dilemas e sofrimentos.

Tenho plena convicção de que como cristãos, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruido parte da sociedade brasileira. Como discipulos de Senhor, temos por missão anunciar a esta geração, Cristo, o qual é unico capaz de satisfazer o vazio da alma transformando gemidos em esperança, escravidão em liberdade, doenças em saúde.



***
Renato Vargens é pastor e especialista na área de familia e aconselhamento cristão. Ele também é colunista do Púlpito Cristão

Brincadeira tem hora

Dia das crianças chegando. Já comprou seu presente? Lembre-se que existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existem milhares de cartões de crédito para estourar. Encha seu filho de carrinhos ao invés de carinhos, e encha sua filha de bonecas ao invés de beijos. Não se esqueça: Dia das Crianças é só uma vez no ano, você não pode perder esse dia!

Sentiu o peso? Isso é o que fazemos todos os anos com as crianças desse país. Muitas vezes achamos que basta dar um presente uma vez no ano, e continuamos com nossa vidinha, televisão, cama, computador, trabalho (ou trabalho de casa), faculdade, escola, sei lá, mas diálogo com os filhos, onde está? Perguntar como foi no colégio, o que os amigos do seu filho pensam e fazem com ele, o que ele tem aprendido, enfim, o básico do básico. Parece pouco né? Mas não vejo ninguém mais fazer isso. Vejo é pais chamando depois os filhos de condenados, vagabundos, vadios, prostitutos e toda sorte (ou azar) de xingamentos. E tudo na maior normalidade. Nosso conceito de família cada vez mais vem se degradando. E o que você está fazendo? Vai mudar de atitude ou vai continuar a ficar assistindo "Casos de Família" no SBT para se "inspirar" em como fazer uma boa família... se destruir por completo?

"Família ê, família ah, família..." não é tao simples de se cuidar como é simples cantar essa música...

Cotidiem

Você vai comprar pão e queijo no mercadinho. No meio do caminho tinha uma pedra e você leva um tropeção daqueles. Na sua mente vem aquele belo palavrão. Dentro do mercado, vc vê uma fila enorme na parte do queijo e decide ir até o balcão de pão. Chegando lá, do nada aparece um cara e toma sua frente. Você pensa: "filho da mãe, safado!". Pior: depois que você é atendido no pão, quem está na fila do queijo, quem, quem? O mesmo carinha. Pior: ele pede várias coisas. Você pensa "por isso tá gordo desse jeito!". Para ir ao caixa, você pensa em diblar uma menina que está na sua frente e ir mais rápido ao caixa, mas desiste. Ao pagar, percebe que o caixa te deu mais do que deveria e você teve muita vontade de passar a perna no caixa. Por fim, na volta, aparece uma menina linda e vem na sua mente: "ÔOO GOSTOSA!!!".

Tudo isso em menos de 20 minutos.

Tudo isso dentro de minha mente.

Tudo isso não aconteceu no mundo real, apenas no meu desejo de fazer tudo isso. E o desejo muitas vezes se faz presente no nosso cotidiano. Cabe a nós vencermos esses desejos. Nem sempre conseguimos, mas é possível vencer. Não é fácil, mas podemos vencer nossa mente. O maior campo de batalha do universo está dentro de nós. Mas se o Espírito Santo também estiver, o maior vencedor também estará para nos ajudar.

Hedonismo


Por rfbarbosa1963


O Hedonismo (do grego He-dom, que significa “prazer”) é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer individual e imediato o bem supremo da vida humana. Surgiu na Grécia, na época pós-socrática.

O hedonismo, também conhecido como a cultura do desejo e das fantasias é uma tendência que cresce em nossa sociedade, valorizando o prazer individual como objetivo de vida. Romper com essa cultura é um desafio para a igreja atual mesmo porque muitos dos “pecados” que envolvem a sexualidade de muitos cristãos não acontecem na prática em si mas são gerados e alimentados nas deturpações de mente.

Nós vivemos em uma sociedade consumista e imediatista. Queremos tudo para “ontem” e já. Somos como que uma criança que pede algo aos pais e caso não receba imediatamente se aborrece até conseguir.

Os meios de comunicação em geral tem de certa forma contribuído para que isto aconteça.

Geralmente comento que o mundo é um “campo minado” (figuradamente falando), e só estando em Cristo e vivendo em conformidade com as escrituras sagradas poderemos caminhar neste mundo sem nos ferir ou ferir ao nosso próximo. Lembro-me de uma frase que o Bp Ubirajara citou a algum tempo(“O conhecimento intelectual da Bíblia não gera vida em nós, é preciso que a palavra entre no coração”).

Concordo plenamente com o que o Bp Walter Mc-Alister escreveu no livro “O fim de uma era”, pg. 46:

“Históricamente, o hedonismo generalizado é um dos sinais de uma civilização que está morrendo. E nossa civilização está morrendo. Não somos mais movidos por idéias ou ideais, só queremos saber do agora, do prazer.

Isso quer dizer que estamos vivendo o fim de uma era, tanto cristã quanto ocidental. O ocidente está agonizando. É extremamente importante que enxerguemos isto. Nós estamos à beira de uma mudança cataclísmica na estrutura e na face de nossa civilização. O mundo está para ser estremecido, mudando sua face, a maneira pela qual as pessoas se relacionam, as regras de convivência social, a definição do que é um “ser humano”. E, com o mundo, a Igreja como nós a conhecemos ou será reformada ou morrerá. Hedonismo não é a doença, é um sintoma de algo muito mais profundo e grave.

Cartaviva

Revista de Cultura e Informação Editada pelo Ministério Sal da Terra – Uberlândia- MG – Brasil | Ano 2010 Nº12

Ministério Sal da Terra

Você realmente é cristão?

Um grande amigo meu me mandou esse vídeo, decidi compartilhar com vocês:

Pastores São Homens: Fardos depositados nos ombros errados e a nossa grande culpa



Danilo Fernandes

Ao ouvir esta declaração corajosa do Rev. Caio Fábio sobre o episódio de “sua queda”, não tive como não olhar para o espelho e perceber em mim mesmo o erro tantas vezes cometido de descontextualizar a humanidade dos pastores com quem já convivi ou convivo hoje, seja de forma consciente ou inconsciente.

Esta declaração é um alerta para os perigos das desHUMANIZAÇÃO dos servos de Deus e a nossa tendência para nos gloriarmos em homens (1Co 3:21).

Se por um lado é importante e desejável ter no pastor um modelo humano do esforço de exercer o cristianismo de forma integral, por outro, é de uma covardia absurda exigir destes servos algo que a natureza comum e pecadora de todos nós homens nos nega por definição.

Contudo, agimos assim.

De uma forma ou de outra é minha responsabilidade, ainda que não intencional, se me permito seguir buscando modelos mais palatáveis de SER SANTO, diante da minha enorme culpa por não conseguir seguir o exemplo da Cruz, por mais que meu coração deseje, minha alma clame e o meu viver se volte para tal.

Caio e caio todos os dias de minha vida, me levanto na certeza do viver sob a Graça, mas em algum lugar o tentador me faz sentir indigno da Cruz.

Não me glorio na minha eleição. Percebo esta astúcia maligna sobre a vida de todos nós e não me deixo abater por isto, mas não nego a reincidência do erro. E pior: Estou certo de que uma das razões para a manutenção deste meu convívio sofrido com a culpa deriva do fato de, em muitas ocasiões, esta mesma culpa ser benção na minha vida, pois me faz olhar para a Cruz, quando eu insistia em olhar para mim.

Miserável eu sou com a minha culpa. Tanto mais tamanho pecador. Contudo, é justo da minha parte buscar alivio para esta culpa jogando este meu fardo nas costas de meu pastor? Ou não deveria eu jogar aos pés de QUEM realmente pode suportá-lo? (Mt 11:28-30)

Todos os dias somos surpreendidos por escândalos e mais escândalos envolvendo lideres. Crimes financeiros, falsas doutrinas, corrupção e estelionato religioso. Isto sem falar dos “crimes” comportamentais que parecem causar ainda mais embaraço entre a membresia.

Nestes momentos, somos levados a extrema decepção e alguns se desviam da igreja. Um erro causado por outro erro, do qual nós mesmos somos os maiores culpados.

E que fique claro que não falo do erro (escândalo financeiro, ético, etc.) per se, mas do NOSSO erro pessoal de: idolatrar; desHUMANIZAR; colocar em maior conta; os nossos amados líderes, esperando deles, como disse Caio Fábio, uma projeção de nosso ideal de ética, moral, fé, etc.

A responsabilidade de um pastor é imensa e este peso extra colocado pelas ovelhas é um fardo de injustiça!

Devemos lembrar que, no fim das contas, os nossos discipuladores são pecadores como nós. Estão em posição de nós ajudar e pastorear, mas são homens e falhos e, pior, são cobrados e testados em dobro.

Se isto não é nem de longe uma carta branca para que não se toque no ungido, coisa que poucos ainda acreditam, também não nos autoriza a dobrar a carga já pesada destes servos.

Um servo de Deus, que leva á sério o seu ministério e se faz presente na vida de suas ovelhas e de suas lutas e não se rende a estes modismos que fazem encher as igrejas está abraçando uma tarefa imensa, que somente a Graça e a eleição do Senhor podem justificar (e tornar possível).

Nestes meus 14 anos de Evangelho acompanhei a vida de muitos pastores, pastoras, missionários e missionárias que se levantam todos os dias para ser benção na vida de centenas, trabalham (as vezes pagam para trabalhar!) o dia todo, pau para toda obra, e quando chegam em casa e tiram os sapatos, toca-lhes o telefone por conta de um chamado para atender a um irmão doente, um enterro, um desesperado, uma abandonada, etc. Quantas vezes estes chamados urgentes não acontecem quando a presença do pastor era requerida pelos de sua própria casa necessitando de apoio, carinho, presença...

Há muito amor chegando aos líderes, mas há muita fofoca também. Muita maledicência, mesquinharia e, posso dizer, pois não sou pastor: Muitos líderes são sugados (sinto dizer isto, mas tem ovelha que é vampiro mesmo) até o tutano.

Neste processo, cansei de ver servos verdadeiros enfrentando problemas com seus filhos, esposas, parentes, reflexo da extrema cobrança, fofoca, inveja (sabe lá Deus do que, mas tem!) e disputas políticas.

Eu vi famílias desfeitas, filhos que se tornaram ateus e toda a sorte de problemas e, confesso a vocês de todo o coração: Nunca conheci pessoalmente um caso onde o pastor pudesse ser responsabilizado inteiramente por isto, a menos que lhe fosse cobrada coerência a esta capa de super-homem que suas ovelhas lhes imputaram.

Ainda não conheci um único líder que tenha se dado tal envergadura de super-herói, que na verdade não fosse um farsante destes que batemos tanto por aqui. Entrementes, conheci muitos que receberam esta capa de super-homem (ou mulher maravilha), sem pedir e sem desejar, mas a receberam de gente que nunca conseguiu SER e VIVER CRISTIANISMO na essência (no Pai e no Outro) e se projetam no HOMEM, que ainda se muito virtuoso é HOMEM e só.

Não é fácil se livrar desta armadilha. O servo (a) deve, a todo momento, se policiar. Se deixa correr solto, o “manto do sagrado” vira esconderijo até mesmo para a sua família.

Um amigo pastor me disse: Danilo, eu só vivo bem e seguro em minha casa e com minha família, porque o Senhor nos sustenta e porque dou conta da minha vida a algumas pessoas que me servem de conselheiros em Cristo. Sem isto, caímos todos.

Pastores levam muito “trabalho para casa” e quando o fazem, levam também o “pastor” e o “espiritual” e deixam o “homem”, o “pai” e o “marido” na porta. Eu já ouvi algumas vezes declarações deste tipo: “quantas vezes me vi sendo pastor de minha mulher, presbítero de meus filhos, quando tudo o que eles queriam era o homem e o pai deles.”

Meus irmãos: Ser pastor não é fácil não. Eu não sou pastor, mas sou amigo de uma dezena ou mais. O que eu vejo é exercício constante de humildade no vigiar das atitudes e escolhas. É muito fácil ser dominado pelo orgulho e a soberba destrutiva após um belo sermão. É muito fácil se sentir acima da crítica e das tentações.

A Igreja brasileira enfrenta muitos problemas, mas é impossível viver sem Igreja. A congregação deve assumir a sua parcela de responsabilidade. Devemos ser bereianos e vigilantes, como fazemos por aqui (blogosfera), mas também devemos assumir a nossa parcela de responsabilidade na vida de nosso líderes.

Devemos orar pelos nossos pastores, motivá-los, ajudá-los, nos fazer presentes no bom e no ruim. Propondo servir, ao invés de sempre querer ser servido. E aos mais velhos da igreja, que assumam o seu papel de apoiar e ouvir o pastor em suas angústias. O pastor é gente também!

Vamos olhar para CRISTO e para a CRUZ, sempre. E diante dos erros, que todos nós cometemos, devemos ter apenas a Cruz no foco, lembrando que aquele a quem o Senhor confiou a tarefa de nós pastorear é HOMEM.

http://www.youtube.com/watch?v=qEINQ_oOCfA&feature=player_embedded

Este testemunho é apenas um, entre milhares. Apenas ilustra a matéria pela grande relevância do autor. O artigo é dedicado a todos os meus amigos pastores (as), missionários (as) e servos (as) em geral que nos prestigiam aqui no Genizah

Danilo Fernandes mostrando outra face no Genizah


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/04/pastores-sao-homens-fardos-depositados.html#ixzz11PDoWXgv

Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/04/pastores-sao-homens-fardos-depositados.html

Estado de Conforto

Pensando no que escrever hoje, lembrei da reunião do C3, que eu fui ontem, e um dos membros estava exortando ao povo lá para evitar acomodação, dizendo que estavam recebendo coisas maravilhosas de Deus lá, mas também compartilhar com outras pessoas que não fazem parte da família de Deus, em outras palavras fazer com que pessoas não-crentes queiram ter aquilo que nós temos.
Quando foi formado o Hating Evil, queríamos falar do que acreditamos, mesmo que seja em inglês, falamos em não pregar no palco, em vez disso demosntrar em nós mesmos a diferença que existe quando a pessoa tem o Espírito Santo habitando nela e que essa diferença cause tanto impacto que a pessoa tenha vontade de ter o que nós temos.
Hoje em dia aquela sede de pregar as boas novas aos 4 cantos se esfriou, nos preocupamos em apenas adquirir bençãos, ou em sermos religiosos, o amor tem se esfriado cada vez mais e por consequência estamos vivendo numa sociedade cada vez mais descrente, e pior criando pessoas descrentes, produto desse evangelicalismo barato, que não vive a graça realmente, mas é egoísta e hipócrita, e rejeita ajudar aos pequeninos.
Voltemos a realmente ser o devemos ser, imitadores de Cristo.

Aqui tem fim as palavras tortas de um louco e imperfeito, que procura realmente viver o que prega

Música Cristã X Cristãos

Escrito por Isma-El Kavallera

Vira e mexe esse assunto aparece por aki, né?
Normalmente costumo não me posicionar nas discussões da galera do blog porque realmente acho que, na vida, ninguém está 100% certo, nem errado.
O aprendizado está, realmente, na discussão de alto nível e respeito pela opinião alheia, mesmo entre partes que pensam de maneira oposta. Porém, até quando as pessoas vão se julgar donas da verdade e usar a Bíblia para justificar a sua própria intolerância? Se formos reparar, até bem pouco tempo, artistas que hoje consideramos “certinhos” também foram apedrejados por esses mesmos intolerantes: na década de 80, quando Amy Grant fez um disco que falava de temas desconcertantes como fidelidade conjugal e holocausto (Lead Me On) a galera intolerante “torceu o nariz”… (Atualmente o disco Lead Me On foi votado como o disco mais importante da música cristã de todos os tempos pela Revista CCM)!!!
Quando escreveu “Baby Baby”, teve que se apresentar no Grammy cantando para o filho para provar que o “baby” em questão era ele e não um namorado… Nesse mesmo CD, ousou falar de abuso sexual numa letra contundente “Ask me if I think there’s a God up in the heavens. Where did He go in the middle of her shame?”.
A galera “horrorizada” achou que a coitada tinha “se desviado” de Deus porque foi honesta consigo mesma; quase baniram o Petra quando os caras “ousaram” fazer um cover de “God Gave Rock’n'Roll to you” (Deus deu o Rock’n'roll para você) no disco Beat the System. Galera intolerante ficava horas rodando o discão ao contrário pra ver se descobria alguma “mensagem subliminar”!!

E no Brasil? Até o grupo “Vencedores por Cristo” passou maus bocados nos anos 70 pq gravou bossa-nova no disco “De Vento em Popa” (clássico!)e ainda usou termos da moda como “pileque” (o que??? não pode!!!) – diziam os intolerantes…
No disco Louvor II, quase tiveram que recolher uma tiragem inteira por que o Sérgio Pimenta escreveu que “Deus mandou Jesus pra consertar a sua história”… É isso!!! Enquanto encararmos as diferenças que existem entre cada um de nós com intolerância, sempre haverá “caça às bruxas”.
Fica sempre mais fácil criticar do que conviver com a diversidade que devia, isso sim, ser encarada como um presente de Deus para as nossas vidas.(Paulokpc)

Alguns cristãos" (sim, entre aspas!) pensam ditar "regras" para um evangelho que é livre e prega, além do amor de Deus, sobre a exortação do pecado e das atitudes mesquinhas do ser humano.

Muitos pensam que usar roupa social, lamber o cabelo pra trás e ir todo domingo na igreja significa "diferença". Bem, sim eu concordo, se querem ser um bando de retardados "diferentes". Muitas pessoas falam de heresias, mas são tão heréticas que até o diabo tem inveja. Distorcem a Palavra que elas alegam amar e cumprir, complicando o óbvio, adaptando palavras ao seu bel prazer, conforme lhes convém. E algo que elas "adoram" (sim, ADORAM) fazer é julgar e condenar. Pior de tudo, sem terem noção do que estão falando. E adivinha qual é a principal vítima: Sim, a MÚSICA!

Para muitos, se a música não falar de "chuva, chuva e mais chuva", não tem unção e não é de Deus! (credo, parecem até que são índios e tão invocando espíritos!) Ou se a música não tiver um embalo sertanejo, não merece ser ouvida. E ainda aqueles que acham que a Harpa Cristã, com suas músicas pobres (me refiro ao instrumental), é o que conta e pronto. Não se pode falar nada que não tenha "chuva, Zaqueu, sabor de mel, advogado, Jesus e Espírito Santo", senão a música não é de Deus(!)

Bem, eu poderia concordar, SE nos altares, os pastores pregassem somente salvação, apocalipse e amor, mas como falam mais de dinheiro e prosperidade, e até do demônio, do que do proprio Jesus, então nem vamos dar crédito para mais mesquices!

A música sempre foi uma forma de alegrar o coração do homem (já ouviu falar do Rei Saul?), contar histórias através dela, além de servir como arma (ou ferramenta cultural) para alertar a sociedade. Se você, cristão, vê um garoto se chapando, não irá alertá-lo do perigo da droga? Se ver uma jovem se prostituindo, não irá avisar-lhe sobre o risco da AIDS? Falar de Deus para estas pessoas é algo certo e obrigatório de nossa parte, mas se ninguém explicar-lhes também as coisas deste mundo, quem irá? Já pensou uma prostituta líder de louvor da igreja ou um pastor chapadão? Não foram totalmente libertos? Errado. Não foram devidamente alertados.

Esse assunto já é debatido há tempos em comunidades do orkut, fóruns, blogs, etc. Contudo, eu reparei que aqui no nosso blog não havia isso ainda, e como acabei lendo algo muito interessante tempos atrás, resolvi trazer até vocês agora!

MÚSICA SECULAR NA BÍBLIA?

Existe um certo dilema - "Ouvir musica secular ou não?" - entre alguns cristãos (e isso independe do estilo musical), já vi diferentes pontos de vista. Contudo, poucos deles - e aqui eu falo de ambos os lados: tanto dos que não veem nada demais como de quem condena - conseguiram realmente me convencer de algo.

Então, fui procurar na Bíblia a resposta, afinal, todo bom cristão considera-a como a palavra de Deus, inspirada e feita por ele. Infelizmente, não há nenhum versículo super literal e óbvio do tipo "Entendeu-ou-quer-que-eu-desenhe?", contudo há algumas coisas do AT que me chamaram bastante atenção. Prefiro não entrar em detalhes e ir direto aos versículos.

Davi CANTOU este lamento sobre Saul e seu filho Jônatas, e ordenou que se ensinasse aos homens de Judá; é o Lamento do Arco, que foi registrado no Livro de Jasar:

"O se esplendor Israel,
está morto sobre os seus montes.
Como caíram os guerreiros!

Não conte isso em Gate,
não o proclame nas ruas de Ascalom,
para que não se alegrem
as filhas dos filisteus
nem exultem as filhas dos
incircuncisos

[...]

Como estou triste por você, Jônatas, meu irmão!
Como eu lhe queria bem! Sua amizade era, para mim, mais
preciosa que o amor das mulheres!

Caíram os guerreiros!
As armas de guerra foram destruídas! (2SAMUEL 1:17-27)

Ou até mesmo:

Então o rei CANTOU este lamento por Abner:

"Porque morreu Abner
como morrem os insensatos?
Suas mãos não estavam algemadas,
nem seus pés acorrentados,
Você caiu como quem cai
perante homens perversos (2SAMUEL 3:33-34)

E também...

[...]Não é aquele acerca de quem CANTAVAM em suas danças:

"Saul abateu milhares,
E Davi suas dezenas de milhares?"1SAMUEL 21:11


Façamos uma análise dessas canções:

-Elas não foram feitas com o propósito de adorar a Deus.
-Elas não foram feitas com o propósito de divulgar o judaímo/cristianismo
-Elas foram feitas apenas com o propósito de mostrar os sentimentos de seus autores.

POrtanto, a única conclusão a que consigo chegar é que são canções SECULARES! O que vocês acham?

Aliás, no livro de Cantares, os cânticos são até bem eróticos! E que diga-se de passagem nada tem a ver com Cristo e a Igreja, ou algo parecido com isso! É um livro dedicado ao romance de um homem e uma mulher, comum, igual a qualquer um de nós!

Confesso nunca ter dado a devida atenção a este livro, mas "Cantares" é realmente muito interessante (e, acredite, tem muitos "cristãos" que JULGAM o livro!).
A razão porque ele é tão pouco lido nada tem a ver com sua profundidade ou complexidade, pois, como em toda genuína sabedoria, o que é verdadeiro se faz entender com simplicidade. Portanto, não são as dificuldades de compreensão que impedem a Leitura, a aceitação e vivência proposta por Deus em Sua Palavra no livro atribuído a Salomão. O que dificulta é justamente o poder esmagador de sua simplicidade baseada na observação da História, tal qual ela se mostra aos olhos, sentidos e percepções humanos. E entre essas observações, aparece de modo esmagador o desmantelamento de todas as fabricações de causa e efeito criadas pelos amigos de Jó. No Eclesiastes a vida é como ela é: sem tentativa de abençoar a inegabilidade da Queda dos Humanos no Planeta Terra. A outra razão da não apreciação do Eclesiastes é que ele não fala abertamente da eternidade—no máximo diz que o espírito volta a Deus, que o deu—, não fala nem do céu e nem do inferno; e seca a vida aqui, na arena das competições, dos julgamentos, dos esforços inúteis, das jactâncias idiotas, dos sucessos imerecidos, dos insucessos injustos, dos poderosos insensatos, dos sábios desprezados, dos ricos sem apetite, dos ricos estéreis, dos justos esquecidos, dos esnobes afamados, dos governadores cercados de puxa-sacos incompetentes, dos bens materiais que não promovem nem paz nem sono, das vitórias logo esquecidas, das alegrias alienantes, das tristezas que melhoram a alma, dos afazeres que nada mais são que vaidade e correr atrás do vento. Por esta razão o livro de Eclesiastes é insuportável, ele é histórico demais e realista demais. Nele não há milagres. Seu grande milagre é o discernimento de como a vida é, sem os auto-enganos aos quais nos entregamos a fim de diminuir a nossa dor acerca dos esmagadores fatos da existência humana na Terra. Precisamos, todavia, le-lo, pois sem a percepção de como a vida é, jamais “cai a fixa” e, enquanto a fixa não cair, não mergulhamos jamais no mundo da Graça e da Providência de Deus.

Em outras palavras, as passagens e livros acima citados, nada tinham a ver com exaltação e louvor a Deus, mas abordavam outros assuntos e temas, alguns de muito interesse e importância para nossa vida carnal, social, secular e, em alguns pontos, até espiritual.

Julgar alguém, uma música ou um texto porque tal cor, tal estilo, tal mensagem não lhe agrada, não tira o mérito e a contribuição de tal pessoa ou coisa para uma vida mais sábia Seria o mesmo que viver na época de Jesus e julgá-lo por ser pobre, vestir roupa surrada e quebrar todos os stigmas e costumes da igreja. Você certamente o chamaria de louco e herege. O mesmo acontece hoje. As pessoas deturparam Jesus e a sua mensagem e a transformaram numa concha de retalhos de pura conveniência.

Por que as pessoas complicam o óbvio e o simples? Porque é demasiado intelectual e certo demais para a mente primitiva delas.
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