Aos Companheiros que ficaram no caminho

Uma pequena prosa pros amigos e chegados que ficaram para trás na caminhada na fé, fico profundamente triste por vocês que inclusive me ajudaram quando estava fraco, e agora deixaram tudo devido as decepções da vida e o mau exemplo da instituição igreja, espero do fundo do coração que encontrem aquilo que procuram e que realmente entendam o que é a graça de Deus.

Crer também é biológico

Depois de um tempo sem postar nada por aqui estou de volta hehehhehee

Eis um post que achei no http://crerpensar.blogspot.com/

"
Quando me perguntam por que é que sou crente, a minha primeira resposta é porque fui educado na fé e porque as minhas próprias investigações me levaram a aceitar como verdadeiro aquilo que meus pais e educadores me ensinaram. Há muito que entendo que o homem crê porque pensa e que é tão natural ao homem pensar como crer. Começo também a admitir que o homem é crente porque a própria biologia o leva a ser.

A Neurobiologia têm desenvolvido um ramo do conhecimento muito interessante a que se dá o nome de Bioteologia ou Neuroteologia.

A Neuroteologia dedica-se a analisar as relações entre a actividade espiritual e religiosa e a actividade cerebral. E vem concluindo que algumas partes do cérebro só entram em actividade quando o homem reza ou faz meditação profunda.

Tais dados científicos levantam, naturalmente, perguntas importantes: são essas zonas cerebrais que levam o homem a ser religioso ou foi o sentimento religioso que levou ao desenvolvimento dessas zonas cerebrais?

Por outro lado, sabendo que a evolução tende a eliminar o que, no corpo, é inútil e acessório, por que razão manteve no cérebro uma zona específica para a religião?

Existe consenso generalizado entre os cientistas sobre o bem que a religião faz à saúde. Recentemente, o ateu Stephen L. Hauser, presidente do Comité de Bioética do presidente Barack Obama, em entrevista ao jornal espanhol La Guardia, acentuava a importância da prática religiosa para se viver com optimismo. O optimismo produz endomorfinas que fortificam o sistema imunológico e diminuem a percepção da dor, levando, pois, a uma qualidade de vida muito melhor. Daqui se deduz que o corpo humano está estruturalmente preparado para a experiência religiosa e que a religião, ao mesmo tempo, traz benefícios ao homem e à vida em sociedade.

A Organização Mundial de Saúde advertiu que o século XXI será dominado pelas doenças mentais. Convém perguntar, ao menos, se tal fenómeno não terá relação com o ambiente de hostilidade, sobretudo no Ocidente, para com a fé religiosa. Não estará o homem a dar cabo de si próprio, mesmo biologicamente falando, quando abandona a fé em Deus?"

fonte: http://www.diariodominho.pt/conteudo/41903/Crer%20tamb%C3%A9m%20%C3%A9%20biol%C3%B3gico

A Guerra está declarada!

Depois que o Pr. Tele-evangelista Samuel Câmara assumiu a igreja Assembléia de Deus de São José dos Campos, houve um bizarro incidente em que 8 pessoas invadiram a igreja com o intuito ao que tudo indica de expulsar o Pr. Samuel da liderança da igreja.

Semana passada, o pr. Samuel veio a forra em rede nacional em vários canais não só repuldiar o que houve com ele, mas pior, denunciar o líder da convenção das Assembléias de Deus, pr. José Wellington, de ser o responsável por esse incidente.

Não é de hoje que o pr. Samuel busca tomar o poder na Assembléia. Mas o que me espantou foi a capacidade do Samuel em transformar esse episódio numa guerra pessoal declarada para todos os fiéis da Assembléia assistirem bestializados e sem saber que lado ficarem nessa questão.

Pra mim, isso é uma vergonha tremenda. Não sei quem foi pior nessa tragédia toda.

Um DVD por 100 Reais?

Por Johnnÿ Sleazer

O falecido repórter policial Luís Carlos Alborghetti, em um de seus famosos vídeos que circulam no Youtube, certa vez indignou-se com uma fita de vídeo que estava sendo vendida por duzentos reais. Não vou dizer aqui o que ele falou contra a pessoa que vendia essa fita (pessoa essa que eu nem faço ideia de quem seja, o vídeo não mostra).

Pois bem, o grito de indignação dele quase foi o meu, hoje, a poucos minutos. No programa da Igreja Mundial do "Poder de Deus", o "Apóstolo" Valdomiro Santiago em pleno culto AO VIVO começou a "doar" seu DVD com a história de sua vida (não sei se um "documentário", um "mockumentário" - a lá Spinal Tap - ou um filme estilo "Lula, o Filho do Brasil"), em troca de uma singela e "simbólica" oferta de CEM REAIS! Sim, caros leitores que não assistem esse programa, eu e minha mãe ficamos chocados com tamanha capacidade do "homem de Deus" e "apóstolo". É muito triste isso, e o pior é a forma como ele trata o povo no meio do culto. Quando percebeu que poucas pessoas iriam "contribuir para a obra de Deus" (segundo ele, o pagamento do programa de TV), ele suspirou um "só isso?"

Só faltou ele dizer "ou dá ou desce", em homenagem ao seu ex-líder, Edir Macedo...

Não me espanta ver isso do criador do "trízimo". Me espanta é ver que ainda tem gente que acredita num homem desses como se ele estivesse fazendo a obra de Deus. Será mesmo?

___________________________________________________________________

Johnnÿ Sleazer, que não vai assistir o DVD de comédia do "apóstolo" Valdomiro, no Grinding the Lie.

Um trecho interessante

Poison - Something to Believe:

"Eu vou na direção do mendigo
Dormindo em uma rua fria e escura
Como os corpos em uma sepultura aberta
Embaixo da velha placa de néon quebrada
Usado para ler "Jesus Salva"
Uma milha distante do caminho das famílias ricas
E eu vejo como eles estão vivendo
Mas enquanto o pobre come da mão para a boca
O rico esta bebendo em um copo de ouro
E isso só me espanta
Como tantos perdem e tão poucos ganham"

Dizer-se cristão é fácil

Ser não.

Feliz 2011, que esse ano possamos ser mais cristãos.

Homem de verdade

Temos que aprender que ser homem de verdade...
não é ter várias mulheres
não é desrespeitar a mulher
não é ser agressivo (nem mesmo com palavras)
não é viver o bateu-levou
não é xingar a quem nos fez algo

não é fácil... mas é (entre outras coisas)
ser fiel a uma só mulher
conquistá-la a cada dia
cuidar e zelar como a parte mais frágil
ser manso
ser humilde
não concordar mas, respeitar o próximo ainda que ele seja, bandido, homossexual, drogado, prostituto ou qualquer outra coisa
e tentar ser como Jesus o único Deus o qual se fez homem de verdade
por amor a nós...

Carlos Gomes

A Armadilha da Música Cristã

Do PavaBlog

Joel Heng Hartse

Quando eu era adolescente, o rock cristão era quase a minha religião. Não me lembro de ler a Bíblia por vontade própria, mas todas as paredes do meu quarto estava forradas com anos de recortes de revistas da minha banda cristã favorita. Para ser honesto, não acho que isso era totalmente errado. Eu precisava de algo para reverenciar, e essas bandas cristãs que eu ouvia me faziam pensar sobre todos os tipos de assunto que precisava pensar e nas outras coisas que ainda são importantes para mim até hoje: amor, misericórdia, justiça, morte, vida, esperança, alegria, Deus. Portanto, realmente não estou preocupado em pensar que aquilo era um sacrilégio. Sim: eu fui um roqueiro cristão.

Não conhecia as gravadoras famosas na época, como Kill Rock Stars ou Sub Pop, mas sabia de cor o nome de todas as bandas dos selos cristãos alternativos. Comprava os CDs do Poor Old Lu (não do Nirvana), lia apenas revistas cristãs e só escutava programas de rádio evangélicas. O rock and roll era parte de um pacote que incluía igreja, estudos bíblicos para jovens, culto de jovens, oração e evangelização.

Apesar de tudo, acho que nunca foi um cristão fundamentalista, porque não me vejo nesses testemunhos, às vezes engraçados, às vezes dolorosos, de pessoas que hoje com mais de 30 reclamam como alguém lhes puxou o tapete espiritual, que foram criados em ambientes fundamentalistas e que entraram em crise a primeira vez que alguém lhes disse que Adão e Eva não eram literalmente os dois primeiros seres humanos. Para eles, tudo que criam foi posto em dúvida e logo em seguida passaram a ser cínicos ou até mesmo ateus. Embora o meu entendimento do cristianismo tenha mudado ao longo dos anos, não foi isso o que aconteceu comigo. Eu não “perdi” minha fé.

Mas eu me lembro do momento exato que deixei de acreditar na música cristã.

Na década de 1990, se eu estava em um show cristão, é bem provável que o Audio Adrenaline era a banda de abertura. Não sei por que eles ficaram nessa condição durante muitos anos. Eu os vi abrir umas cem vezes para dc Talk e o mesmo tanto para o Newsboys, toda turnê era a mesma coisa. A gravadora deles, ForeFront Records, ajudava a pintar uma imagem de banda rebelde para o Audio Adrenaline. Uma jogada genial foi o lançamento de um álbum ao vivo, chamado Live Bootleg [Pirata ao vivo], cuja capa era uma fotografia em preto e branco no melhor estilo rock-and-roll. Apenas um dos membros da banda balançando a cabeça, de uma maneira totalmente roqueira. Não havia nada de pirata naquele disco, era uma gravação autorizada e de uma grande gravadora. O Audio Adrenaline sequer tinha um baterista nos seus dois primeiros discos, mas eram rotulados então como uma banda rebelde ultra grunge. Se você tivesse que compará-los a uma banda de rock secular, provavelmente os chamaria de um “Spin Doctors cristão”. Sua música de sucesso onipresente nas rádios cristãs era “Big House” [Casa Grande] que falava do céu, não da cadeia, usava quatro acordes e sua pegada parecia a mesma da música de maior sucesso naquele ano, “Two Princes” do Spin Doctors.

Os shows do Audio Adrenaline naqueles tempos eram cheios de performances com pulos e gritos, especialmente na sua música que fazia sucesso em festas cristãs “We’re a band” [Nós somos uma banda], cujo refrão dizia: “Nós somos uma banda! Nós somos uma banda! Nós somos uma banda! “O Audio Adrenaline era, sem dúvida, uma banda. Por isso a sua traição doeu mais que qualquer coisa que eu pudesse imaginar.

Não quero colocar a culpa no Audio Adrenaline. Esta história poderia ser recontada com quase qualquer banda de rock cristão famosa na década de 1990, em qualquer show. Mas vou contar o que aconteceu: No meio do show, depois de 45 minutos ou mais de suar, balançarem a cabeça e cantarem que eles eram uma banda, o Audio Adrenaline pediu um tempo para falar ao público sobre Jesus. Isso não era incomum em shows cristãos, os jovens na platéia toleravam o papo com alegria, embora raramente respondessem ao apelo. Quando um dos membros da banda se aproximou do microfone, minha vida mudou. Mas não da forma como a banda pretendia.

“Só quero dizer uma coisa”, disse ele. A platéia fez um silêncio reverente. “A música que fazemos é um truque.” Ele começou a explicar que a única razão pela qual eles tocavam suas música era para chamar nossa atenção e nos mostrar a importância de aceitar Jesus Cristo como salvador. “Jesus o ama”, ele continuou, “e quer ter um relacionamento pessoal com você. A música é algo secundário, não é o mais importante. É uma armadilha. Não importa”.

Não importa? Fiquei espantado. Não importa! A coisa pela qual eu mais me interessava não importava para eles.

Fiquei confuso e depois com raiva. Como você se atreve a me fazer gostar tanto de música? Como vocês se atrevem: gravadoras, rádios, e livrarias cristãs? Bandas de rock e grupos de jovens, como se atrevem a me fazer apaixonar pelo rock and roll e depois me dizer que é tudo uma farsa, que a única razão de eu estar ouvindo sua música é por que, atrás de tudo isso, está a coisa certa em que acreditar. Eu já creio! Posso ficar apenas com a música? E vocês do Audio Adrenaline? Disseram há poucos minutos em uma de suas músicas que eram uma banda. Uma banda!

Eu havia tolerado muitas armadilhas mesquinhas dessa subcultura em nome da música que eu amava. Porém, não podia tolerar uma banda mentindo para mim. Aquele foi o começo do fim do meu caso de amor adolescente com o rock cristão. Mas não fiquei amargurado. Esse episódio foi o empurrão que eu precisava, uma situação que acabaria abrindo para mim um mundo no qual Deus pode ser experimentado em mil lugares além de uma igreja e mil canções que não eram cânticos de louvor. Antes não achava que isso seria possível.

Suspeito que muitos de nós já perceberam isso, de uma maneira ou de outra. Talvez você tenha vivido uma história semelhante. Essa história continua, mas treinei meus ouvidos para identificar vestígios do sagrado em todo tipo de música. Acho que, de certa forma, devo isso a uma banda que declarou, certa vez, que não era uma banda. Embora, para mim, eles realmente eram.

Joel Heng Hartse já escreveu, sobre música para muitas publicações evangélicas, Este texto é uma adaptação do capítulo 4 de seu novo livro, Sects, Love, Rock and Roll, editora Cascade AQUI

Fonte: Relevant

ONDE TEMOS ERRADO?

Julio Zampareti Fernandes

Quando tratamos de escatologia (estudo das últimas coisas) sempre somos remetidos, ao menos tentados, a pensar em coisas que estão por vir e que estão fora de nossa realidade. A expressão “últimos dias” tem levado muitos a excluir do conceito escatológico os dias atuais, bem como os dias passados.

Nesse ínterim, muitas profecias referentes à primeira vinda de Cristo são conotadas, erroneamente, à sua segunda vinda, contando-se que toda transformação a ser executada nessa terra se dará por conta pessoal de Cristo, que virá, supõe-se, trazendo transformação instantânea de todo mal em benesse. O problema disso é que, com esse pensamento, a igreja se exime da responsabilidade de promover a salvação deste mundo, função que lhe é claramente atribuída pelas Escrituras Sagradas e especialmente por ninguém menos que o próprio Senhor Jesus. Muito se fala em salvação individual e o que as igrejas, em sua maioria, tem feito é “guiar” os fiéis aos crivos que lhe garantam um pedaço do céu e, claro, regalias na terra.

Com isso, a religiosidade mesquinha de nossos dias tem conduzido as pessoas a cada vez mais se preocuparem unicamente com seus próprios problemas, esquecendo-se dos problemas sociais, ambientais e culturais, isolando-se de tudo que de fato iluminaria a terra. Quando as igrejas manifestam alguma preocupação do tipo, o fazem pensando em impor sua cultura. Trata-se, na verdade, de um ato muito mais proselitista do que caridoso, pois o que fazem, fazem sem acreditar que o mundo possa ser transformado, senão por uma intervenção extraordinária, milagrosa e pessoal de Cristo, em razão de sua volta.

O que, de forma geral, tem se esquecido, ou não se quer crer, é que as transformações propostas nas páginas sagradas não dizem respeito a um futuro distante, mas sim a um passado presente; que os últimos dias descritos na Bíblia reportam-se à última aliança de Deus com os homens; e que tal aliança já se deu há dois mil anos, por meio de Cristo. Esta aliança é última porque é eterna e é a partir dela que todas as coisas são transformadas.

Deus não realizará a obra que destinou os homens a fazê-la. O tempo profetizado por Isaías, de dias sem choro, sem dor, em que cegos veriam, mudos falariam e coxos saltariam não diz respeito a uma nova aliança por vir, mas a nova aliança que veio. Quando Jesus mandou dizer a João Batista que os cegos enxergavam, os mudos falavam e até os mortos ressuscitavam, Jesus trouxe ao seu tempo presente a promessa que Isaías fizera ao futuro. Portanto, Cristo fez o futuro presente.

Para nós, não nos cabe crer que o futuro nos reserva o melhor, mas que o melhor está oculto no presente a espreita de que o revelemos. Se ainda choramos e sofremos em meio a maldade humana, possivelmente ainda não descobrimos o poder da mensagem de Cristo. Talvez tenhamos andado em direção errada, tão preocupados com os dogmas, as exegeses e as regras de hermenêutica; brigando, discutindo e criando cismas em função das concepções escatológicas, eclesiológicas e cristológicas, enquanto tudo o que Jesus ensinou foi amar. Que fruto haverá das orações por paz no mundo se nem entre os que oram existe paz? Atrevo a dizer que se soubéssemos amar não precisaríamos da Bíblia. Em contraponto, a mesma Bíblia que compila a maior história de amor que a humanidade pode ter conhecimento, é motivo de discórdia e desamor entre os que a divulgam. Alguma coisa está muito errada!

Segundo Isaías, no “caminho de santidade”, ímpios não entrariam, mas até tolos trilhariam por ele sem errar. Como então tantos teólogos, mestres, lideres religiosos e nós que somos tão sabidos temos errado tanto?

Se eu lhe parecer tolo, já nem me importo. Mas pela primeira vez em minha vida reescreverei a frase de Martinho Lutero que até aqui tanto defendi e a utilizei em palestras, estudos e homilias.

Frase original: "Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida, como para o que há de vir."

Frase reescrita: Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom do amor, que me da instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida, como para o que há de vir. Pois sem amor, que serventia tem as Escrituras Sagradas e todo conhecimento que ao homem possa ser dado? Tanto um quanto outro, certamente, servirão ao mal!

Se eu estiver pecando nesse meu critério, que assim seja, pois prefiro pecar por amor, a “acertar” sem amar. “Porque o amor cobre multidão de pecados” (I Pedro 4.8b).



Julio Zampareti Fernandes é pastor episcopal em Santa Catarina e é amigo do Genizah


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/12/onde-temos-errado.html#ixzz19EIakEgL
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