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Músicas minhas: "Annum Mirabile?"


Em homenagem a mais um ano apostólico de Judas Iscariotes (tá chegando já):


"Este é o ano da conquista!"
Mas conquistamos o que, finalmente?
"Vivemos o ano profético"
De promessas vazias, de bençãos vazias
"Eis que é o tempo de vitória!"
Vencedores de um prêmio ilusório
"Este ano as muralhas cairão"
Na cabeça dos seguidores dessas tolices

"Este NÃO é o ano de lutar contra o mal
nem pode-se falar mais em cruz
vamos nos calar diante do pecado
esqueçamos do nome de Jesus!"

Ano Apostólico... de Judas Iscariotes (2x)
Ano do milagre... ou ano da morte?

Esse ano eu não quero viver (2x)
Mais importa-me todos os anos
Me humilhar na presença de Deus
Ser totalmente d'Ele,
independente do que Ele venha me conceder

É proibido proibir ou pensar?


Em 1968, Caetano Veloso foi cantar no III Festival Internacional da Canção, 28/09, auxiliado pela banda Os Mutantes, misturando MPB e rock de maneira brilhante, com uma letra que tinha como refrão um confronto direto com a ditadura militar, inspirado nos protestos de Paris daquele mesmo ano louco de 1968:

"E eu digo sim
E eu digo não ao não
E eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir..."

O povo que o ouvia não se sentiu muito proibido de proibir que a música permanecesse sendo tocada. Jogaram tomates, ovos e urros em total fúria contra aquilo que eles consideravam uma traição à música brasileira, mostrando a burrice e a lentidão da nossa cultura em questão de considerar escravidão cultural guitarras elétricas junto ao MPB, mas que tomava Coca-Cola e fumava cigarros Malbolro. Caetano lamentou com seu discurso inflamado, usando frases como "Vocês não estão entendendo nada, nada, nada, absolutamente nada" e "Nós, eu e ele (Gilberto Gil), tivemos coragem de entrar em todas as estruturas e sair de todas, e vocês? E vocês? Se vocês... se vocês em política forem como são em estética, estamos feitos!"

No mundo secular, esses discursos logo se tornariam lenda, e todos nós usaríamos até hoje, mostrando realmente que "Deus está solto!" e que "O júri é muito simpático mas é incompetente." No mundo cristão entretanto um discurso de protesto é ainda mais vaiado, ainda mais ovado e vaiado. João Alexandre que o diga. Ao criar a música "É Proibido Pensar", título do seu álbum de 2007, ele virou alvo de críticas legalistas como "ele está promovendo divisão", até absurdos como "isso é um invejoso que não conseguiu sucesso na música cristã e fala mal de quem conseguiu". Hoje em dia, pros "cristãos" atuais, tudo se resolve com um discurso tolo sobre a unidade da igreja, sobre ter amor com o outro (como se amor fosse igual a aceitar quaisquer porcarias que o outro fizesse de boa), que quem critica é um "recalcado" que tem inveja do sucesso dos outros, blá blá blá. Na realidade, hoje em dia nós passamos a evitar a crítica, porque damos mais valor ao que "pastor fulaninho famoso e superformado em Teologia-ia-ia" do que o que um irmãozinho que só lava o banheiro da igreja diz.

É proibido pensar dentro da igreja atual. A igreja atual quer tudo como manda o script dos ensinamentos importados dos livros de escritores da Satanologia da Prosperidade e do Evangelho Simples mas Nada Puro do Relacional. Tudo "engarrafado, já vem pronto e tabelado, é somente folhear e usar". Assim, permanecemos sempre iguais, sempre iremos "matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem", porque permanecemos proibindo o pensar. E não é proibido proibir. Pois quem tem a mídia do seu lado, quem tem o nome "Pastor fulano, líder da igreja assembleia batista presbiteriana luterana pentecostal congregacional universal mundial do renascer na bola de neve" TEM A FORÇA FEITO HE-MAN, e ninguém pode questionar. Mas Deus está solto! Um dia vamos mostrar, nem que seja no dia do Cristo, que a Verdade é maior que toda essa palhaçada que se instaurou na igreja.

É Sempre uma Falta de Amor Criticar e Julgar?


Tornou-se comum evangélicos acusarem de falta de amor outros evangélicos que tomam posicionamentos firmes em questões éticas, doutrinárias e práticas. A discussão, o confronto e a exposição das posições de outros são consideradas como falta de amor.

Essa acusação reflete o sentimento pluralista e relativista que permeia a mentalidade evangélica de hoje e que considera todo confronto teológico como ofensivo. Nossa época perdeu a virilidade teológica. Vivemos dias de frouxidão, onde proliferam os que tremem em frêmito diante de uma peleja teológica de maior monta, e saem gritando histéricos, "linchamento, linchamento"!

Pergunto-me se a Reforma protestante teria acontecido se Lutero e os demais companheiros pensassem dessa forma.

É possível que no calor de uma argumentação, durante um debate, saiam palavras ou frases que poderiam ter sido ditas ou escritas de uma outra forma. Aprendi com meu mentor espiritual, Pr. Francisco Leonardo Schalkwijk, que a sabedoria reside em conhecer “o tempo e o modo” de dizer as coisas (Eclesiastes 8.5). Todos nós já experimentamos a frustração de descobrir que nem sempre conseguimos dizer as coisas da melhor maneira.

Todavia, não posso aceitar que seja falta de amor confrontar irmãos que entendemos não estarem andando na verdade, assim como Paulo confrontou Pedro, quando este deixou de andar de acordo com a verdade do Evangelho (Gálatas 2:11). Muitos vão dizer que essa atitude é arrogante e que ninguém é dono da verdade. Outros, contudo, entenderão que faz parte do chamamento bíblico examinar todas as coisas, reter o que é bom e rejeitar o que for falso, errado e injusto.

Considerar como falta de amor o discordar dos erros de alguém é desconhecer a natureza do amor bíblico. Amor e verdade andam juntos. Oséias reclamou que não havia nem amor nem verdade nos habitantes da terra em sua época (Oséias 4.1). Paulo pediu que os efésios seguissem a verdade em amor (Efésios 4.15) e aos tessalonicenses denunciou os que não recebiam o amor da verdade para serem salvos (2Tessalonicenses 2.10). Pedro afirma que a obediência à verdade purifica a alma e leva ao amor não fingido (1Pedro 1.22). João deseja que a verdade e o amor do Pai estejam com seus leitores (2João 3). Querer que a verdade predomine e lutar por isso não pode ser confundido com falta de amor para com os que ensinam o erro.

Apelar para o amor sempre encontra eco no coração dos evangélicos, mas falar de amor não é garantia de espiritualidade e de verdade. Tem quem se gabe de amar e que não leva uma vida reta diante de Deus. O profeta Ezequiel enfrentou um grupo desses. “... com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (Ezequiel 33.31). O que ocorre é que às vezes a ênfase ao amor é simplesmente uma capa para acobertar uma conduta imoral ou irregular diante de Deus. Paulo criticou isso nos crentes de Corinto, que se gabavam de ser uma igreja espiritual, amorosa, ao mesmo tempo em que toleravam imoralidades em seu meio. “... contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou? Não é boa a vossa jactância...” (1Co 5.2,6). Tratava-se de um jovem “incluído” que dormia com sua madrasta. O discurso das igrejas que hoje toleram todo tipo de conduta irregular em seus membros é exatamente esse, de que são igrejas amorosas, que não condenam nem excluem ninguém.

Ninguém na Bíblia falou mais de amor do que o apóstolo João, conhecido por esse motivo como o “apóstolo do amor” (a figura ao lado é uma representação antiquíssima de João) Ele disse que amava os crentes “na verdade” (2João 1; 3João 1), isto é, porque eles andavam na verdade. "Verdade" nas cartas de João tem um componente teológico e doutrinário. É o Evangelho em sua plenitude. João ama seus leitores porque eles, junto com o apóstolo, conhecem a verdade e andam nela. A verdade é a base do verdadeiro amor cristão. Nós amamos os irmãos porque professamos a mesma verdade sobre Deus e Cristo. Todavia, eis o que o apóstolo do amor proferiu contra mestres e líderes evangélicos que haviam se desviado do caminho da verdade:

- “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1Jo 2.19).

- “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” (1Jo 2.22).

- “Aquele que pratica o pecado procede do diabo” (1Jo 3.8).

- “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo” (1Jo 3.10).

- “todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo” (1Jo 4.3).

- “... muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo... Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus... Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (2Jo 7-1).

Poderíamos acusar João de falta de amor pela firmeza com que ele resiste ao erro teológico?
O amor que é cobrado pelos evangélicos sentimentalistas acaba se tornando a postura de quem não tem convicções. O amor bíblico disciplina, corrige, repreende, diz a verdade. E quando se vê diante do erro seguido de arrependimento e da contrição, perdoa, esquece, tolera, suporta. O Senhor Jesus, ao perdoar a mulher adúltera, acrescentou “vai e não peques mais”. O amor perdoa, mas cobra retidão. O Senhor pediu ao Pai que perdoasse seus algozes, que não sabiam o que faziam; todavia, durante a semana que antecedeu seu martírio não deixou de censurá-los, chamando-os de hipócritas, raça de víboras e filhos do inferno. Essa separação entre amor e verdade feita por alguns evangélicos torna o amor num mero sentimentalismo vazio.

O amor, segundo Paulo, “é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Coríntios 13.4-7). Percebe-se que Paulo não está falando de um sentimento geral de inclusão e tolerância, mas de uma atitude decisiva em favor da verdade, do bem e da retidão. Não é de admirar que o autor desse "hino ao amor" pronunciou um anátema aos que pregam outro Evangelho (Gálatas 1). Destaco da descrição de Paulo a frase “O amor regozija-se com a verdade” (1Coríntios 13.6b). A idéia de “aprovar” está presente na frase. O amor aprova alegremente a verdade. Ele se regozija quando a verdade de Deus triunfa, quando Cristo está sendo glorificado e a igreja edificada.

Portanto, o amor cobrado pelos que se ofendem com a defesa da fé, a exposição do erro e o confronto da inverdade não é o amor bíblico. Falta de amor para com as pessoas seria deixar que elas continuassem a ser enganadas sem ao menos tentar mostrar o outro lado da questão.

Postado por Augustus Nicodemus em O Tempora, O Mores

Não toquem no ungido!!! Por favor!!! hahaha


Eu morro de rir com crente que paga pau pra esses ladrões travestidos de pastores que quando denunciamos as práticas malignas desses sujos, vêm com argumentos de "não julgues para não serdes julgados" ou "não toquem no meu ungido". Tá entupido de textos de denúncias feitas por mim e por amigos meus e companheiros nessa missão difícil com comentários falhos e tolos como esses. Morro de rir e ao mesmo tempo tenho choro compulsivo.

É que eu imagino o apóstolo Paulo sendo chamado de crítico, juíz e hipócrita por irmãos de Corinto quando ele denunciou aquele jovem de I Coríntios 5 que vivia amasiado com sua madastra, ou quando João denunciou um falso pastor em III João e falsos profetas em Apocalipse 2, eu imaginei as igrejas de Tiatira e Pérgamo chamando João de "trave no olho" porque ele denunciou os nicolaítas, os seguidores da doutrina de Balaão e da falsa profetisa Jezabel.

Agora voltando mais no tempo... O Ungido do Senhor, Jesus Cristo.

Ele não foi só tocado. Ele foi tocado, escarnecido, cuspido, caluniado, açoitado, CRUCIFICADO. Você imagina tudo isso? O Ungido do Senhor sofreu tudo isso e em nenhum momento praguejou os que isso fizeram. Não tentou se defender como Ungido nem precisou de ninguém tentando fazer isso por Ele. Ele morreu e aceitou o sofrimento calado, como cordeiro mudo. E, ao contrário de muitos pretensos "ungidos do Senhor" dos dias de hoje, Jesus não tinha cometido falha alguma para sofrer tudo isso.

Agora me diga: algum desses falsos ungidos é melhor que Nosso Senhor para que alguém o canonize e o proteja de quaisquer acusações e exortações?

Ou aprendemos a ouvir, ou iremos ser eternamente pessoas que apenas falam demais.

Ateus por aqui?

Alguns poderiam me questionar "por que diabos vc colocou o blog 'Heresia Loira' entre os blogs recomendados pelo seu?"

Sabe por quê?

Porque as vezes os ateus têm uma fé bem mais concreta no que seguem do que os que dizem crer em Deus. Digo isso porque já fui um. E tinha EXTREMA CONVICÇÃO DA MINHA POSIÇÃO.

Atualmente, como um deísta declarado, cristão convicto e "protestante" por opção, nem por isso acho que a Ju Dacoregio não deva ser ouvida pelo público evangélico. Eu acho até que nós, que nos dizemos cristãos, temos que conhecer pessoas que abdicaram da fé cristã para entender o que os levou a isso. Muitas vezes, os culpados fomos nós, com nossos malditos juízos e doutrinas tolas.

P.S: Não se preocupem, se algum dia eu ver algo muito estranho demais da conta no blog dela, eu serei o primeiro a pedir desculpas e tirar, tá?

P.S 2: Amo vcs, críticos do meu coração! Vcs são o motivo de eu escrever.
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