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No julgamento que aconteceu na quarta-feira, 28, o pastor Yousef Nadarkhani voltou a afirmar sua fé em Jesus Cristo e de acordo com a Sharia [lei islâmica] ele foi condenado pelo crime de apostasia (abandonar o islamismo) e sentenciado a morte por enforcamento.

Na noite de ontem a ACLJ (Centro Americano pela Lei e a Justiça) chegou a divulgar uma nota dizendo que um dos juízes havia revogado essa sentença, mas que essa informação não era certa, já que pode ser apenas uma mentira espalhada pelo serviço secreto iraniano para enganar os meios de comunicação que estão acompanhando o caso.

Representantes do Portas Abertas também receberam essa informação, mas não há certeza do que pode acontecer com o pastor. O ministério também informou que a família de Nadarkhani está bastante abalada, inclusive sua esposa está em estado de depressão.

“Estou em contato com o Irã”, disse uma fonte próxima a família do pastor para o Portas Abertas. “Mas as notícias não são muito boas, mas vamos esperar. Se eles realmente quiserem, eles podem matá-lo porque ele se recusou a negar sua fé. Deixamos tudo nas mãos de Deus.”

Para o Compass Direct, uma fonte informou que eles podem matar o pastor Nadarkhani a qualquer momento. “Eles podem enforcá-lo ao meio dia ou então daqui a 10 dias. Às vezes entregam o corpo para a família junto com o veredito. Eles têm ultrapassado as fronteiras da lei”.
Líderes mundiais pedem liberdade

O Irã está atraindo críticas difundidas sobre os relatos de que um pastor iraniano enfrentará a execução por se recusar a negar sua fé cristã e voltar ao Islamismo.

Presidente da Câmara, John Boehner, emitiu quarta-feira uma declaração pedindo ao Irã para poupar a vida de Yusef Nadarkhani.

“Peço aos líderes iranianos que venham abandonar este caminho obscuro, e poupem a vida de Yusef Nadarkhani, concedendo-lhe uma liberdade completa e incondicional”, disse Boehner, republicano de Ohio.

“A liberdade religiosa é um direito humano e universal”, disse Boehner. Disse ainda da perspectiva de que Nadarkhani poderia ser executado “a menos que ele nega a sua fé cristã, é angustiantes para as pessoas de cada país e credo

“Enquanto governo iraniano afirma que promove a tolerância, ele continua a aprisionar muitos do seu povo por causa de sua fé. Isso vai além da legislação, sendo um problema de respeito fundamental pela dignidade humana”, disse Boehner.

O Secretário Britânico das Relações Exteriores, William Hague disse que “lamentou” os relatórios da sentença do pastor. Ele pediu que o governo iraniano venha respeitar os seus compromissos internacionais de direitos humanos e revogue a decisão.

Nadarkhani tem 30 anos, se converteu do islamismo ao cristianismo a 19 e depois se tornou pastor de uma pequena congregação evangélica chamada de Igreja do Irã, informou a AFP.
Abaixo assinado por liberdade para o Pastor

A Igreja brasileira pode ajudar as organizações internacionais a tentar impedir que o pastor Nadarkhani seja morto em razão de sua fé. É possível assinar uma petição pública no site da Christian Solidarity Worldwide através deste link e-activist.com/ea-action/action?ea.client.id=88&ea.campaign.id=12209.

Tutorial para preencher o abaixo assinado.

2) preencha os espaços requeridos com seus dados pessoais: nome, sobrenome, endereço, Cidade, CEP e email.

3) no espaço onde está escrito ADD YOUR MESSAGE HERE, copie e cole o email abaixo (favor, não acrescentar nada além do que já está escrito)

Your Excellency, the Ambassador of Iran

Dear Sir,

Along with many other people around the world, I have been following with great concern the case of Pastor Yousef Nadarkhani, who is being tried by a court in Rasht due to his religious beliefs.

I am writing to express my concern and hope that the court will drop all charges against Pastor Yousef, in accordance with international law and especially Iranian law and constitution, which clearly allows freedom for Christians to maintain their religious beliefs and practices.

I am also requesting Your Excellency to pass on my appeal and that of many others to the Iranian government, as a matter of great urgency in this case, so that an innocent person may not be condemned and the constitution of Iran may not be violated.

I am very grateful for your attention to this request.

Respectfully and sincerely,

Fonte: GospelMais

Comentários:

E que nós cristãos brasileiros passemos a orar e nos mobilizar também nesse sentido, e pararmos de nos preocuparmos apenas com nossas vidinhas terrenas, lembrando-se que Jesus está voltando e pessoas estão morrendo sem Ele, cegas pelas ilusões do mundo. Que abandonemos enquanto é tempo o hedonismo e a busca pelas coisas dessa terra e estejamos juntos nessa luta pelo Evangelho Verdadeiro!

Evangélicos e Outdoors



Sites de notícias evangélicas e mídias sociais esta semana bombaram com comentários sobre a notícia de que a Justiça mandou retirar um outdoor erguido pelo pastor Antônio Hernandez Lopes, da igreja Casa de Oração, na cidade de Ribeirão Preto/SP com mensagens contra os homossexuais (veja imagem acima). O outdoor, colocado exatamente na semana da “7ª Parada do Orgulho LGBT”, foi considerado agressivo, discriminatório e de “conteúdo homofóbico” pelo defensor público Victor Hugo Abernaz Junior.

Dois sentimentos me sobrevieram subitamente logo que li a notícia. O primeiro, vergonha pela atitude imbecil do dito pastor que, longe de tencionar qualquer objetivo evangelístico, quis, na verdade, agredir os homossexuais usando a Bíblia (voltarei a este ponto depois). O segundo, um sentimento de justiça pela boa ação da justiça em imediatamente retirar o outdoor agressivo.

Como é típico em sua característica de se achar o povo mais perseguido do universo, os evangélicos esbravejaram contra tamanha injustiça do Estado. “Estão impedindo a liberdade de liberdade de expressão!”, “Como tamanha afronta pode acontecer em um Estado democrático?”, “A Bíblia é homofóbica?”, “Deus é homofóbico?” “O que será nós?” “Oh… e agora, quem poderá nos defender?”

A troca de ideias com alguns amigos evangélicos sobre a questão instigou em mim algumas dúvidas em, estas dúvidas, este texto.

As discordâncias deles para comigo se concentraram exatamente nos dois sentimentos que tive mencionados acima. Primeiro, eles discordaram que o pastor agiu de forma incorreta ao colocar este outdoor; discordaram que ele seria de caráter ofensivo ou preconceituoso. Segundo, eles discordaram que o Estado tinha o direito de retirar o outdoor.

Vamos interagir agora um pouco com minhas opiniões e as réplicas que eu ouvi.

Em minha opinião, o dito pastor foi completamente infeliz em criar, na semana de uma parada gay, um outdoor contendo trechos isolados que, lidos isoladamente, não transmitem a essência do Evangelho. Em minha opinião, a intenção do tal pastor não foi transmitir o Evangelho, mas agredir os homossexuais.

Ora, se o objetivo fosse transmitir a mensagem do Evangelho, por que não colocar um versículo evangelístico? Por que não colocar o famoso João 3:16? Ou, para não usar um versículo tão batido, por que não usar o seguinte, 3:17, “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.”

Será que a melhor forma de transmitir a discordância sobre o consumo de álcool é colocando placas com mensagens infernais (isto é, mensagens que apontam quem lê para a realidade do “inferno”) na porta de cada bar? Será que a melhor forma de transmitir o Evangelho para prostitutas é colocando placas em portas de bordeis afirmando que elas estão praticando coisas abomináveis e que o fogo do inferno as espera? Será que a melhor forma de falar a uma pessoa contra a idolatria é chutando uma santa em rede nacional?

Nos evangelhos quem aborda o pecador com pedras nas mãos não é Jesus, mas os fariseus. Jesus é aquele que diz, “Eu também não te condeno… Siga tua via e não peques mais.” (João 8:1-11)

Quanto à passagem acima, os defensores do direito de poder apontar o dedo geralmente enfatizam demais o “não peques mais”, como se isso de alguma forma fosse um precedente em Jesus para que possamos, nós, apontar o dedo contra os pecadores e lembrarmos-nos do seu pecado.

Esta interpretação é completamente equivocada. Abaixo eu traduzo as palavras de Greg Boyd em seu excelente livro The Myth of a Christian Nation.

Nós precisamos ter em mente que uma coisa é uma pessoa sem pecados como Jesus dizer “vai e não peques mais”, e outra coisa completamente diferente é pessoas como nós – com grandes troncos saindo dos olhos – dizermos a mesma coisa. Mas, ainda mais crucialmente, precisamos ter em mente que o aspecto central da passagem é que nenhum dos acusadores da mulher estava em posição para julgá-la. (…) Entretanto, a única pessoa que poderia justificadamente tacar-lhe pedras se negou a fazê-lo.

Quem este pastorzinho boçal pensa que é para poder, usando a Bíblia de forma completamente desequilibrada, atacar aqueles que ele considera pecadores?

(Antes que alguém afirme que eu estou sendo incoerente em julgar a atitude do pastor afirmando que é errado julgar, o mesmo Jesus que é compassivo com os pecadores das ruas nos evangelhos é duramente implacável contra os pecados dos líderes e dos que detém o poder. Não devemos julgar os pecadores, mas devemos, sim, julgar os que detêm o poder e que, com ele, fazem uso indevido.)

Então vem a pergunta levantada por muitos. Mas o pastor não citou a Bíblia? Seria a Bíblia homofóbica? Deus é homofóbico?

É necessário sabedoria para manejar a Bíblia. No contexto em que estamos, com toda esta discussão que apenas separa cada vez mais os homossexuais do Evangelho, a escolha de um texto tão arcaico de Levítico (livro cujos mandamentos não são praticados por 100% dos evangélicos), foi infeliz. Pouco importa aqui se o homossexualismo é ou não pecado. Que seja; eu concordo que seja. Será que a forma de abordagem deve ser tão alheia à forma como Jesus abordou a mulher adultera de João 8?

Em que um pastor colocando um Outdoor desse exatamente em uma semana de parada gay (para provocar, instigar o ódio) diverge de um grupo homossexual praticando “beijaço” na porta de uma igreja? Nenhuma.

Outra questão é se o Estado tem ou o não o direito de retirar o outdoor. E aqui os evangélicos se acham hiper-espertos e enchem a boca para dizer que temos “direito de expressão”, “direito de livre manifestação do pensamento”.

Amiguinho… nós vivemos em um Estado organizado, com leis, e não em uma anarquia;não confunda as coisas. A própria liberdade precisa de limites para que ela não se perca (Chesterton). Existe “direito de expressão” e “livre manifestação do pensamento”? Sim, mas você não é livre para expressar seu pensamento de que os negros são uma raça inferior sem ter que responder judicialmente por isso. Existe “liberdade religiosa”? Sim. Mas o conteúdo de sua religião, seja discriminatório, preconceituoso ou gerador de violência será restringido. Edir Macedo alguns anos atrás teve seu livro “Orixás, Caboclos e Guias” proibido de ser circulado por conter conteúdo discriminatório contra religiões brasileiras afro-indígenas.

Se daqui dez anos tivermos uma controvérsia social das mesmas proporções que temos hoje em relação à homossexualidade com relação aos direitos das mulheres, um grupo que erguer um Outdoor com aquilo que eles consideram como “evidências bíblicas para a superioridade masculina” muito provavelmente verá seu Outdoor sendo derrubado pelas mesmas razões.

Para o Estado – com todo respeito aos meus irmãos evangélicos e a Bíblia à qual eu tenho tanta reverência – pouco importa o que a Bíblia diz. (Assim como pouco importa o que o Alcorão diz ou o que Alan Kardec diz.) O livro sagrado para o Estado deve se submeter é a Constituição Federal. A Bíblia dizer que a homossexualidade é pecado e o “Livro Sagrado Patati Patatá” dizer que engolir chicletes desagrada ao grande Babaloo, aos olhos de quem deve cumprir a Constituição, é a mesma coisa. Estamos (graças a Deus) em um Estado laico. Você tem opiniões religiosas? Ok. Quer compartilhá-las? Ok, fique à vontade. Desde que não perturbe a paz e a ordem, fique à vontade.

Termino esta exposição de minhas opiniões afirmando que, em minha opinião, assim como Jesus não compactou com os fariseus religiosos de sua época e sempre ficou do lado do pecador que ele veio salvar, hoje ele não apoiaria esse outdoor. Como seu discípulo eu também não apoio e parabenizo a Justiça pelo razoável ato de mandar tirar a mensagem.

De Eliel Vieira

Opinião:
Com certeza é um texto bastante reflexivo, e convenhamos, boa parte da militância LGBT e homossexuais em geral já devem estar carecas de saber desses versículos, e realmente, isso os afasta mais do evangelho do que aproxima.
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